Sociologia - Turma de Fevereiro - Manuel Castells e a Sociedade em rede

15 questões. Resolver no Descomplica

  1. Questão 1

    Ao se referir as relações sociais como um conjunto de inteligações onde cada indivíduo representa um ponto e cada linha representa uma interação, Castells

    1. Usa a metáfora da rede para expressar as redes tecnológicas

    2. Usa a metáfora da rede para expressar as redes de sociabilidade

    3. Afirma que as sociedades sempre se formaram majoritariamente em rede

    4. Demonstra que atualmente as formas de sociabilidade em rede estão extintas

  2. Questão 2

    Quais dessas características da rede de Manuel Castells?

    1. Flexíveis, adaptáveis e ágeis.

    2. Horizontais, não burocratizadas e lentas.

    3. Flexíveis, ágeis e verticais.

    4. Rígidas, ágeis e não burocratizadas.

  3. Questão 3

    Como Castells chama as redes que existiam antes das TICs?

    1. Redes pré-tecnológicas

    2. Redes antigas

    3. Redes de socialização

    4. Redes históricas

  4. Questão 4

    Qual a principal característica da Sociedade em rede?

    1. Envie sua resposta!

  5. Questão 5

    Quais as consequências da Sociedade em Rede para os Estado-nação?

    1. Fusão de Estados

    2. Transformação dos Estados em empresas

    3. Enfraquecimento da soberania nacional

    4. Fortalecimento dos Estados-nação no cenário global

  6. Questão 6

    (…) Estou ligado a cabo a tudo que acaba de acontecer
    Propaganda é a arma do negócio
    No nosso peito bate um alvo muito fácil
    Mira à laser. Miragem de consumo
    Latas e litros de paz teleguiada
    Estou ligado a cabo a tudo que eles têm pra oferecer
    O céu é só uma promessa
    Eu tenho pressa, vamos nessa direção
    Atrás de um sol que nos aqueça
    Minha cabeça não aguenta mais.
    Tu me encontrastes de mãos vazias
    E eu te encontrei na contramão
    Na hora exata, na encruzilhada, na highway da superinformação
    Estamos tão ligados, já não temos o que temer.
    GESSINGER, H; CASARIN, P. “A Promessa”. Simples de Coração, Engenheiros do Hawaii. Rio de Janeiro: BMG, 1995.
    Sobre os versos apresentados na música acima e o contexto da sociedade no Capitalismo Informacional, assinale a alternativa correta:

    1. A “highway da superinformação” destacada na letra da música é uma referência implícita ao sistema fordista de superprodução industrial do capitalismo informacional.

    2. A frase “propaganda é a arma do negócio” pode ser entendida como o aumento da publicidade diante da melhoria da comunicação na era informacional.

    3. “Estamos tão ligados, já não temos o que temer” pode-se relacionar com a feição atual da era informacional, que garante uma maior segurança às pessoas.

    4. A frase “estou ligado a cabo a tudo que eles têm pra oferecer” representa a maior receptividade espontânea do público consumidor diante das inovações tecnológicas atuais.

    5. O trecho “latas e litros de paz teleguiada” referenda o fato de os avanços técnicos permitirem uma maior estabilidade internacional e a promoção da paz entre os povos.

  7. Questão 7

    (UNAMA-2012) Com o advento da Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnicocientífica ou Revolução Informacional, o capitalismo atinge sua fase informacional-global. Isso ocorre no pós-Segunda Guerra, sobretudo a partir dos anos 70 do século XX, com a expansão de empresas multinacionais e diversas tecnologias no espaço mundial.
    (Adaptado de Moreira, J.C e Sene, E. Geografia do Ensino Médio, p. 174)
    Sobre o assunto, é correto afirmar que

    1. nessa fase do capitalismo, os países tornam-se cada vez mais vulneráveis aos interesses das grandes corporações internacionais, fato associado à crescente circulação de capitais, mercadorias, informações e pessoas, características importantes do processo de globalização.

    2. a característica mais importante e fundamental dessa etapa do desenvolvimento capitalista é a crescente importância do conhecimento, fato que tem gerado maior interdependência entre os países e diminuído a desigualdade econômica e social entre as nações.

    3. nessa fase do capitalismo, ocorre uma verdadeira “guerra” nas bolsas de valores e mercados futuros em diversos países do mundo como também em outros setores econômicos. Este período é também caracterizado pela igualdade competitiva entre empresas de países pobres e ricos.

    4. no capitalismo globalizado, a intensificação dos fluxos comerciais no espaço mundial é intensa e harmônica. Os produtos são transportados por enormes navios, trens, caminhões e aviões, que circulam por modernas e intricadas redes que cobrem grandes extensões da superfície terrestre.

    5. a fase informacional do capitalismo permitiu a ascensão de empresas nos países emergentes, que disputam o mercado global com multinacionais no centro do capitalismo de igual para igual, revelando o caráter emancipador da sociedade em rede onde os países considerados em desenvolvimento podem, enfim, completar sua industrialização.

  8. Questão 8

    (Enem Libras 2017) Esse sistema tecnológico, em que estamos totalmente imersos na aurora do século XXI, surgiu nos anos 1970. Assim, o microprocessador, o principal dispositivo de difusão da microeletrônica, foi inventado em 1971 e começou a ser difundido em meados dos anos 1970. O microcomputador foi inventado em 1975, e o primeiro produto comercial de sucesso, o Apple II, foi introduzido em abril de 1977, por volta da mesma época em que a Microsoft começava a produzir sistemas operacionais para microcomputadores.
    <p style="text-align: right;"><span style="font-size:14px"><Strong>
    CASTELLS, M. A sociedade em rede: a era da informação. São Paulo: Paz e Terra, 1999 (adaptado).</Strong></span></p>&nbsp;
    A mudança técnica descrita permitiu o surgimento de uma nova forma de organização do espaço produtivo global, marcada pelo(a)

    1. primazia do setor secundário.

    2. contração da demanda energética.

    3. conectividade dos agentes econômicos.

    4. enfraquecimento dos centros de gestão.

    5. regulamentação das relações de trabalho.

  9. Questão 9

    O sociólogo espanhol Manuel Castells sustenta que a comunicação de valores e a mobilização em torno do sentido são fundamentais. Os movimentos culturais (entendidos como movimentos que têm como objetivo defender ou propor modos próprios de vida e sentido) constroem-se em torno de sistemas de comunicação – essencialmente a internet e os meios de comunicação – porque esta é a principal via que esses movimentos encontram para chegar àquelas pessoas que podem eventualmente partilhar os seus valores, e a partir daqui atuar na consciência da sociedade no seu conjunto”.
    (Disponível em: www.compolitica.org. Acesso em: 2 mar. 2012 (adaptado).
    Em 2011, após uma forte mobilização popular via redes sociais, houve a queda do governo de Hosni Mubarak no Egito. Esse evento ratifica o argumento de que:

    1. A internet atribui verdadeiros valores culturais aos seus usuários

    2. A consciência das sociedades foi estabelecida com o advento da internet

    3. A revolução tecnológica tem como principal objetivo a deposição de governantes antidemocráticos

    4. os recursos tecnológicos estão a serviço dos opressores e do fortalecimento de suas práticas políticas.

    5. Os sistemas de comunicação são mecanismos importantes, de adesão e compartilhamento de valores sociais

  10. Questão 10

    (USS-2013) Zara é uma companhia familiar espanhola. O segredo de seu sucesso reside na estrutura em rede computadorizada. Nos pontos de venda, os vendedores registram todas as transações num aparelho manual. Os dados são processados diariamente e enviados ao centro de criação, onde 200 estilistas redesenham seus produtos em tempo real. Os novos modelos são transmitidos a máquinas de cortar a laser computadorizadas na principal fábrica, na Galícia. Depois os modelos são montados em fábricas próximas. Usando esse sistema, a empresa produz 12.000 modelos por ano e reabastece suas lojas no mundo todo duas vezes por semana.
    MANUEL CASTELLS Adaptado de A galáxia da internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
    A organização produtiva da fabricante de roupas Zara permite identificar as seguintes características do modelo produtivo pós-fordista:

    1. produção por demanda – fragmentação espacial da rede produtiva

    2. hierarquização rígida da força de trabalho – flexibilidade dos preços praticados

    3. industrialização no mundo subdesenvolvido – consumo no mundo desenvolvido

    4. fabricação de grandes volumes de itens padronizados – centralização administrativa

    5. produção industrial por metas – economia planificada

  11. Questão 11

    (USS-2014)<div>
    O advento da ind&uacute;stria de alta tecnologia, ou seja, a ind&uacute;stria com base na microeletr&ocirc;nica e assistida por computadores, introduziu uma nova l&oacute;gica de localiza&ccedil;&atilde;o industrial. As empresas eletr&ocirc;nicas foram as primeiras a utilizar a estrat&eacute;gia de localiza&ccedil;&atilde;o possibilitada e exigida pelo processo produtivo baseado na informa&ccedil;&atilde;o.</div>
    <div style="text-align: right;">
    <span style="font-size:14px;"><strong>Adaptado de CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. S&atilde;o Paulo: Paz e Terra, 1999.</strong></span></div>
    <div>
    &nbsp;</div>
    <div>
    O texto aponta para a mudan&ccedil;a na estrat&eacute;gia locacional das ind&uacute;strias de alta tecnologia, iniciada com a Revolu&ccedil;&atilde;o T&eacute;cnico-cient&iacute;fica.</div>
    <div>
    Para essa mudan&ccedil;a tornou-se priorit&aacute;rio o grau de qualidade do seguinte fator:</div>

    1. sistema de defesa e segurança

    2. complexo de comércio e serviços

    3. estrutura de fiscalização e tributos

    4. rede de transporte e comunicações

    5. regulação e fiscalização das relações trabalhistas

  12. Questão 12

    (UECE-2019) Em situações de crise econômica, social, institucional, moral, aquilo que era aceito porque não havia outra possibilidade deixa de sê-lo. E aquilo que era um modelo de representação desmorona na subjetividade das pessoas. Só resta o poder descarnado de que as coisas são assim, e aqueles que não aceitarem que saiam às ruas, onde a polícia os espera. Essa é a crise de legitimidade.”
    CASTELLS, Manuel. Ruptura: a crise da democracia liberal. Trad. Joana Angélica d’Ávila Melo. Rio de Janeiro: Zahar, 2018, p.14.
    O texto acima adverte para a crise do modelo político representativo pensado e legitimado por pensadores como Thomas Hobbes, Locke e outros. Trata-se da crise da república representativa, na qual o poder é exercido por representantes eleitos.
    Considerando o texto de Castells, é correto dizer que o modelo representativo está em crise de legitimidade, o que quer dizer que

    1. os eleitores passaram a acreditar que os seus representantes representam não a eles, mas sim a interesses estranhos.

    2. a crise econômica, social, institucional e moral conduz a uma crise de legitimidade, que tem forçado o eleitor a votar bem.

    3. os pensadores da representação estão teoricamente errados, mas as instituições representativas estão estáveis.

    4. a crise da representação se resolve com uma boa conscientização política, com o povo sabendo escolher seus representantes.

    5. na verdade, não há uma crise no modelo representativo. Atualmente a interpretação corrente é a de que ele nunca funcionou efetivamente.

  13. Questão 13

    (Enem 2011) “Estamos testemunhando o reverso da tendência histórica da assalariação do trabalho e socialização da produção, que foi característica predominante na era industrial. A nova organização social e econômica baseada nas tecnologias da informação visa à administração descentralizadora, ao trabalho individualizante e aos mercados personalizados. As novas tecnologias da informação possibilitam, ao mesmo tempo, a descentralização das tarefas e sua coordenação em uma rede interativa de comunicação em tempo real, seja entre continentes, seja entre os andares de um mesmo edifício.”
    <p style="text-align: right;"><span style="font-size:14px"><strong>
    CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2006 (adaptado). </strong></span></p>&nbsp;
    No contexto descrito, as sociedades vivenciam mudanças constantes nas ferramentas de comunicação que afetam os processos produtivos nas empresas. Na esfera do trabalho, tais mudanças têm provocado

    1. o aprofundamento dos vínculos dos operários com as linhas de montagem sob influência dos modelos orientais de gestão.

    2. o aumento das formas de teletrabalho como solução de larga escala para o problema do desemprego crônico.

    3. o avanço do trabalho flexível e da terceirização como respostas às demandas por inovação e com vistas à mobilidade dos investimentos.

    4. a autonomização crescente das máquinas e computadores em substituição ao trabalho dos especialistas técnicos e gestores.

    5. o fortalecimento do diálogo entre operários, gerentes, executivos e clientes com a garantia de harmonização das relações de trabalho.

  14. Questão 14

    Diálogo entre Mafalda e Susanita sobre a evolução tecnológica QUINO, J. L. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

    Apesar de as mudanças da era tecnológica e do capitalismo informacional não atenderem as expectativas de Mafalda ao final do diálogo da tirinha acima, podemos dizer que essa etapa de desenvolvimento provoca modificações:

    1. nos padrões de consumo, reduzindo-os.

    2. na produção têxtil, diversificando-a.

    3. no mundo do trabalho, flexibilizando-o.

    4. nos padrões da moda, massificando-os.

    5. na lógica de mercado, restringindo-a.

  15. Questão 15

    Com os avanços técnicos, o capitalismo reinventou-se e passou a viver naquilo que muitos autores consideram como a sua era informacional, marcada pela evolução tecnológica que se materializou, principalmente, nos meios de transporte e comunicação. Essa transformação gerou uma profunda modificação na forma como se produz o espaço geográfico.
    O principal motor técnico e histórico que permitiu a formação do Capitalismo Informacional foi:

    1. a globalização

    2. o fim do mercado financeiro

    3. a revolução na publicidade

    4. a invenção da biotecnologia

    5. a terceira revolução industrial