Aprofundamento - O idealismo de Hegel e o materialismo do Marx

10 questões. Resolver no Descomplica

  1. Questão 1

    (UFPA, 2009) No início do século XIX, mais precisamente com Hegel, a arte é concebida no interior do domínio do absoluto, isto é, da verdade enquanto tal e dos elementos que a expõem.
    Tendo em vista essa concepção, é correto afirmar:

    1. O absoluto não se expressa, de uma vez por todas, no domínio artístico.

    2. Ao apresentar o absoluto sob forma sensível, isto é, concreta e singular, a obra de arte não efetiva a transfiguração da realidade.

    3. Na atividade artística, apenas alguns de seus traços essenciais estão ligados ao ser verdadeiro.

    4. A beleza é, enquanto produto da arte, manifestação sensível do absoluto.

    5. Na arte, a totalidade que se torna aparição cumpre suficientemente suas determinações.

  2. Questão 2

    A expressão “astúcia da razão” foi utilizada por Hegel para explicar o desenvolvimento da História Universal. A respeito do significado dessa expressão, marque a alternativa correta.

    1. Essa expressão significa o irracional governando o mundo, porque as ações humanas são movidas pelos interesses mesquinhos que só encontram a sua satisfação na destruição do Estado, fazendo a humanidade regredir ao estado de natureza.

    2. Essa expressão significa a fraude característica das ações dos indivíduos históricos universais que estão empenhados na aquisição do poder, sem se envolverem com a vida cotidiana e com a esfera da moralidade subjetiva dos povos.

    3. Essa expressão significa a ilusão de que as coisas realmente acontecem, quando na verdade a História Universal é conduzida pela força do destino traçada pela ordem da Providência Divina, que está acima da vontade dos homens.

    4. Essa expressão significa a força da razão, isto é, o universal que se manifesta por intermédio das ações humanas, as quais buscam a satisfação imediata e realizam algo mais abrangente, constituindo historicamente o Estado e a vida ética dos indivíduos em sociedade civil.

  3. Questão 3

    “Marx e Hegel têm em comum a crítica à exacerbação do individualismo egoísta moderno, bem como das suas consequências, porém discordam quanto às possibilidades de solução da questão. Um dos elementos fundamentais desse debate é a questão da soberania política”
    <p style="text-align: right;"><strong>(MAR&Ccedil;AL, Jairo (org.). Antologia de textos filos&oacute;ficos. Curitiba: SEED &ndash; PR, 2009. p. 466.).</strong></p>
    &nbsp;
    Sobre as relações entre indivíduo e Estado, assinale o que for correto.
    01) Karl Marx considera que a emancipação humana realizar-se-á na sociedade comunista, pois, nessa sociedade, o indivíduo não será mais submetido a um Estado e à divisão social do trabalho, podendo, dessa forma, passar do reino da necessidade ao reino da liberdade.
    02) Para Karl Marx, a liberdade do indivíduo, como concebida pelo Estado burguês, não passa de um formalismo jurídico; é uma ficção da lei, pois o indivíduo só pode ser livre quando a esfera da produção estiver sujeita ao controle daqueles que produzem.
    04) Para G. W. Friedrich Hegel, o Estado deveria ser substituído pela sociedade civil, pois essa pode representar os interesses coletivos e é capaz de garantir os interesses de cada indivíduo.
    08) G. W. Friedrich Hegel critica as teorias políticas contratualistas, segundo as quais os indivíduos isolados abandonam o estado de natureza para se reunirem em sociedade, por meio de um pacto, a fim de formar artificialmente o Estado e garantir a liberdade individual e a propriedade privada.
    16) A filosofia política de Karl Marx fundamenta-se numa nova antropologia, segundo a qual a natureza humana varia historicamente, pois o indivíduo se produz à medida que transforma a natureza pelo trabalho dentro de certas relações sociais de produção.
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  4. Questão 4

    A dialética idealista de G. W. F. Hegel criticou o inatismo, o empirismo e o criticismo kantiano. Hegel opõe-se à concepção de uma razão intemporal; na filosofia hegeliana, a racionalidade não é mais um modelo a ser aplicado, mas é o próprio tecido do real e do pensamento. Contra a concepção intemporal da razão, Hegel afirma que a razão é história, e isso é o que há nela de mais essencial. Assinale o que for correto.
    01) Sendo a razão história, ela se torna, para Hegel, relativa, isto é, o que vale hoje não vale mais amanhã, nenhuma época pode, portanto, alcançar verdades universais.
    02) O movimento dialético da razão se realiza, para Hegel, em três momentos, na apresentação de uma tese, enquanto afirmação, na constituição de uma antítese, como negação da tese, e na formação de uma síntese, como superação da antítese.
    04) Para Hegel, a história não é a simples acumulação e justaposição de fatos e de acontecimentos no tempo, mas resulta de um processo cujo motor interno é a contradição dialética.
    08) A concepção de história de Hegel e a concepção de história formulada por Marx no materialismo histórico são idênticas.
    16) Hegel critica Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant por terem dado mais atenção à relação entre sujeito humano e natureza do que à relação entre sujeito humano e cultura ou história.
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  5. Questão 5

    (UPE 2015) É próprio da filosofia, precisamente, investigar aquilo que se supõe conhecido, quer dizer, o que cada um pensa que já sabe o bastante.
    <p style="text-align: right;"><strong>HEGEL. Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; hist&oacute;ria da filosofia. 1976. p. 32. Adaptado.</strong></p>
    &nbsp;
    Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir:
    I. O saber filosófico pensa a realidade presente. A realidade estimula o pensamento a investigar e
    a fazer filosofia.
    II. O amor à sabedoria é próprio da filosofia. O saber filosófico tende a conhecer a realidade na
    sua inteireza, no seu significado universal e indispensável.
    III. É próprio da filosofia o procurar, e não a posse definitiva do conhecimento. A
    investigação filosófica é de ordem reflexiva.
    IV. O saber filosófico é uma atividade constante, que desperta o interesse do pensamento a pensar
    o já conhecido.
    V. O conhecimento filosófico investiga o sentido, o valor e a finalidade do conhecido, ou seja,
    a filosofia se põe a si mesma como o primeiro e fundamental problema.
    Estão CORRETOS:

    1. I, III, IV e V, apenas.

    2. I, II, IV e V, apenas.

    3. I, II, III, IV e V.

    4. II, III e IV, apenas.

  6. Questão 6

    Sobre a exploração do trabalho no capitalismo, segundo a teoria de Karl Marx (1818-1883), é correto afirmar:

    1. A lei da hora extra explica como os proprietários dos meios de produção se apropriam das horas não pagas ao trabalhador, obtendo maior excedente no processo de produção das mercadorias.

    2. A lei da mais-valia consiste nas horas extras trabalhadas após o horário contratado, que não são pagas ao trabalhador pelos proprietários dos meios de produção.

    3. A lei da mais-valia explica como o proprietário dos meios de produção extrai e se apropria do excedente produzido pelo trabalhador, pagando-lhe apenas por uma parte das horas trabalhadas.

    4. A lei da mais-valia é a garantia de que o trabalhador receberá o valor real do que produziu durante a jornada de trabalho.

    5. As horas extras trabalhadas após o expediente constituem-se na essência do processo de produção de excedentes e da apropriação das mercadorias pelo proprietário dos meios de produção.

  7. Questão 7

    No capitalismo, os trabalhadores produzem todos os objetos existentes no mercado, isto é, todas as mercadorias; após havê-las produzido, entregam-nas aos proprietários dos meios de produção, mediante um salário; os proprietários dos meios de produção vendem as mercadorias aos comerciantes, que as colocam no mercado de consumo; e os trabalhadores ou produtores dessas mercadorias, quando vão ao mercado de consumo, não conseguem comprá-las. [...] Embora os diferentes trabalhadores saibam que produziram as diferentes mercadorias, não percebem que, como classe social, produziram todas elas, isto é, que os produtores de tecidos, roupas, alimentos [...] são membros da mesma classe social. Os trabalhadores se vêem como indivíduos isolados [...], não se reconhecem como produtores da riqueza e das coisas.
    <p style="text-align: right;"><strong>(CHAU&Iacute;, M. Convite &agrave; Filosofia. 13 ed. S&atilde;o Paulo: &Aacute;tica, 2004. p. 387.)</strong></p>
    Com base no texto e nos conhecimentos sobre alienação e ideologia, considere as afirmativas a seguir:

    1. A consciência de classe para os trabalhadores resulta da vontade de cada trabalhador em superar a situação de exploração em que se encontra sob o capitalismo

    2. É no mercado que a exploração do trabalhador torna-se explícita, favorecendo a formação da ideologia de classe

    3. A ideologia da produção capitalista constitui-se de imagens e idéias que levam os indivíduos a compreenderem a essência das relações sociais de produção

    4. As mercadorias apresentam-se de forma a explicitar as relações de classe e o vínculo entre o trabalhador e o produto realizado

    5. O processo de não identificação do trabalhador com o produto de seu trabalho é o que se chama alienação. A ideologia liga-se a este processo, ocultando as relações sociais que estruturam a sociedade

  8. Questão 8

    Ao separar completamente o patrão e o empregado, a grande indústria modificou as relações de trabalho e apartou os membros das famílias, antes que os interesses em conflito conseguissem estabelecer um novo equilíbrio. Se a função da divisão do trabalho falha, a anomia e o perigo da desintegração ameaça todo o corpo social e quando o indivíduo, absorvido por sua tarefa se isola em sua atividade especial, já não percebe os colaboradores que trabalham ao seu lado e na mesma obra, nem sequer tem ideia dessa obra comum.
    <p style="text-align: right;"><strong>DURKHEIM, E. A Divis&atilde;o Social do Trabalho. Apud QUINTEIRO, T.; BARBOSA, M. L. O.; OLIVEIRA, M. G. M. Toque de Cl&aacute;ssicos. vol 1. Durkheim, Marx e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007. p. 91.</strong></p>
    &nbsp;
    De acordo com K. Marx, uma situação semelhante à descrita no texto, em que trabalhadores isolados em suas tarefas no processo produtivo “não percebem seus colaboradores na mesma obra, nem tem ideia dessa obra comum”, é explicada pelo conceito de:

    1. Alienação

    2. Ideologia

    3. Estratificação

    4. Anomia social

    5. Identidade social

  9. Questão 9

    Partindo dos princípios da lei da mais-valia absoluta e relativa em Marx, um industrial, para aumentar seus lucros deve

    1. investir em novas tecnologias e diminuir a jornada de trabalho dos empregados, intensificando o ritmo e diminuindo a quantidade de horas de produção, com aumento de salários.

    2. ampliar a jornada de trabalho dos empregados, intensificando o ritmo e aumentando a quantidade de horas de produção, com aumento de salários.

    3. investir em novas tecnologias, diminuindo o ritmo e a quantidade de horas de produção, sem aumento de salários, pois as novas tecnologias são suficientes para aumentar os lucros.

    4. aumentar o tempo das horas extras do empregados, com aumento de salários, estimulando a melhoria do ritmo e da intensidade da produção sem introdução de novas tecnologias.

    5. investir em novas tecnologias e ampliar a jornada de trabalho dos empregados, intensificando o ritmo e aumentando a quantidade de horas de produção, sem aumento de salários.

  10. Questão 10

    O capitalista não compra trabalho, mas, sim, força de trabalho. A utilização do trabalho ocorre, à medida que se compra a força de trabalho. A partir dessa afirmação, responda:
    a) o que é força de trabalho?
    b) qual o papel da força de trabalho na produção capitalista?

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