USS 2018.1 - Prova Objetiva

55 questões. Resolver no Descomplica

  1. Questão 1

    O fragmento a seguir faz parte do último capítulo de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, escrito por Lima Barreto, em 1919. Nele, Augusto Machado, narrador do romance, conversa com a irmã e com o sobrinho do seu amigo Gonzaga de Sá.
    TEXTO I
    (...) Despertei manhã adiantada. O quarto em que dormi dava para a sala de jantar. Penetrando aí, dei com dona Escolástica, de plácidos olhos verdes, a vigiar atentamente o pequeno Aleixo Manuel, que tomava uma ligeira refeição matinal, antes de ir para o colégio. Gonzaga de Sá não estava.
    Ao entrar, o menino levantou a cabeça da xícara e pousou por instantes os seus grandes olhos negros, enervados de prata, sobre mim, interrogativamente, como sempre.
    Vendo aquela criança, não sei que longínquas lembranças da minha infância me vieram. Eram as esperanças da minha iniciação nas coisas obscuras do alfabeto. Eram os afagos e espantos da minha professora; eram também os dolorosos desenganos desta minha mocidade irrequieta e desigual... (...)
    Ele me olhou, fiz a saudação matinal, respondeu-me e me sentei. A velha dona Escolástica informou-me, então, que o irmão erguera-se cedo e trabalhava na sala. Demorei-me uns tempos a conversar e, de caminho, falei à criança.
    (...)
    – Em que livro estás?
    – Terceiro.
    – Com nove anos, vais bem – fiz eu animando-o. – Já dás a História do Brasil?
    – Sim, senhor.
    – Quem descobriu o Brasil?
    – Pedro Álvares Cabral.
    – E a América?
    – Cristóvão Colombo.
    – Qual foi a primeira descoberta, a da América ou a do Brasil?
    – A da América.
    – Por quê?
    – Porque o Brasil faz parte da América, e quem descobriu a América, também o Brasil, porque ele está na América.
    – Então foi Cristóvão Colombo quem descobriu o Brasil? Que respondes?
    O rapaz calou-se, franziu um instante as sobrancelhas e, depois, disse com toda a firmeza:
    – Não. Colombo foi quem viu pela primeira vez um lugar da América, por isso se diz que descobriu “ela” toda; mas Cabral viu depois, pela primeira vez, lugares do Brasil, por isso se diz que descobriu o Brasil.
    A custo, disfarcei a minha surpresa diante da clareza do raciocínio do pequeno. Não quis com um elogio caloroso aguçar-lhe a vaidade; desejava que a sua inteligência fosse crescendo sem consciência de si própria; e então, quando fosse bem forte, ele tomasse conhecimento da sua capacidade, como uma revelação, como uma surpresa. Limitei-me a dizer-lhe que estava certo e passei a perguntar outras coisas.
    Por fim, depois de ter respondido às minhas perguntas com uma prontidão que me maravilhou, passou a correia da mala pelo pescoço, apanhou a lousa e despediu-se. (...)
    – É inteligente o rapaz – disse eu à velha senhora.
    – Bastante. Que desejo de saber tem este pequeno! O senhor nem imagina! Brinca, é verdade; mas, à noitinha, agarra os livros, os deveres e os vai estudando, sem que ninguém o obrigue. Quem me dera que fosse assim até ao fim!
    – Por que não irá?
    – Ora! Há tantos que como ele começam tão bem e...
    – É verdade! Mas virá deles mesmos a perda da vontade, o enfraquecimento do amor, da dedicação aos estudos; ou tem tal fato raízes em motivos externos, estranhos a eles que, só numa idade mais avançada, acabam percebendo, quando a consciência lhes revela o justo e o injusto, fazendo que se lhes enfraqueça deploravelmente o ímpeto inicial?
    Cri que dona Escolástica não me compreendera, e procurei dizer a mesma coisa por outras palavras.
    – Quem sabe se, na primeira idade, eles estudam porque desconhecem certas coisas que, sabidas mais tarde, lhes fazem desanimar e sentir vão o estudo?
    – Qual, doutor! (Ela me tratava dessa maneira.)
    – É assim mesmo! (...)
    Tomei café e fui ter com Gonzaga de Sá na sua vasta sala de trabalho. (...)
    LIMA BARRETO Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. Rio de Janeiro: Ática, s/d.
    dei com dona Escolástica, de plácidos olhos verdes, a vigiar atentamente o pequeno Aleixo Manuel, _(l. 2)_
    Dona Escolástica manifesta cuidados com Aleixo Manuel, como relata o narrador-personagem no primeiro parágrafo.
    Em relação a essa atitude inicial, os posicionamentos da personagem acerca dos estudos do menino, expostos no final do texto (l. 38-50), caracterizam-se por:

    1. ceticismo

    2. arrogância

    3. indiferença

    4. ingenuidade

  2. Questão 2

    O fragmento a seguir faz parte do último capítulo de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, escrito por Lima Barreto, em 1919. Nele, Augusto Machado, narrador do romance, conversa com a irmã e com o sobrinho do seu amigo Gonzaga de Sá.
    TEXTO I
    (...) Despertei manhã adiantada. O quarto em que dormi dava para a sala de jantar. Penetrando aí, dei com dona Escolástica, de plácidos olhos verdes, a vigiar atentamente o pequeno Aleixo Manuel, que tomava uma ligeira refeição matinal, antes de ir para o colégio. Gonzaga de Sá não estava.
    Ao entrar, o menino levantou a cabeça da xícara e pousou por instantes os seus grandes olhos negros, enervados de prata, sobre mim, interrogativamente, como sempre.
    Vendo aquela criança, não sei que longínquas lembranças da minha infância me vieram. Eram as esperanças da minha iniciação nas coisas obscuras do alfabeto. Eram os afagos e espantos da minha professora; eram também os dolorosos desenganos desta minha mocidade irrequieta e desigual... (...)
    Ele me olhou, fiz a saudação matinal, respondeu-me e me sentei. A velha dona Escolástica informou-me, então, que o irmão erguera-se cedo e trabalhava na sala. Demorei-me uns tempos a conversar e, de caminho, falei à criança.
    (...)
    – Em que livro estás?
    – Terceiro.
    – Com nove anos, vais bem – fiz eu animando-o. – Já dás a História do Brasil?
    – Sim, senhor.
    – Quem descobriu o Brasil?
    – Pedro Álvares Cabral.
    – E a América?
    – Cristóvão Colombo.
    – Qual foi a primeira descoberta, a da América ou a do Brasil?
    – A da América.
    – Por quê?
    – Porque o Brasil faz parte da América, e quem descobriu a América, também o Brasil, porque ele está na América.
    – Então foi Cristóvão Colombo quem descobriu o Brasil? Que respondes?
    O rapaz calou-se, franziu um instante as sobrancelhas e, depois, disse com toda a firmeza:
    – Não. Colombo foi quem viu pela primeira vez um lugar da América, por isso se diz que descobriu “ela” toda; mas Cabral viu depois, pela primeira vez, lugares do Brasil, por isso se diz que descobriu o Brasil.
    A custo, disfarcei a minha surpresa diante da clareza do raciocínio do pequeno. Não quis com um elogio caloroso aguçar-lhe a vaidade; desejava que a sua inteligência fosse crescendo sem consciência de si própria; e então, quando fosse bem forte, ele tomasse conhecimento da sua capacidade, como uma revelação, como uma surpresa. Limitei-me a dizer-lhe que estava certo e passei a perguntar outras coisas.
    Por fim, depois de ter respondido às minhas perguntas com uma prontidão que me maravilhou, passou a correia da mala pelo pescoço, apanhou a lousa e despediu-se. (...)
    – É inteligente o rapaz – disse eu à velha senhora.
    – Bastante. Que desejo de saber tem este pequeno! O senhor nem imagina! Brinca, é verdade; mas, à noitinha, agarra os livros, os deveres e os vai estudando, sem que ninguém o obrigue. Quem me dera que fosse assim até ao fim!
    – Por que não irá?
    – Ora! Há tantos que como ele começam tão bem e...
    – É verdade! Mas virá deles mesmos a perda da vontade, o enfraquecimento do amor, da dedicação aos estudos; ou tem tal fato raízes em motivos externos, estranhos a eles que, só numa idade mais avançada, acabam percebendo, quando a consciência lhes revela o justo e o injusto, fazendo que se lhes enfraqueça deploravelmente o ímpeto inicial?
    Cri que dona Escolástica não me compreendera, e procurei dizer a mesma coisa por outras palavras.
    – Quem sabe se, na primeira idade, eles estudam porque desconhecem certas coisas que, sabidas mais tarde, lhes fazem desanimar e sentir vão o estudo?
    – Qual, doutor! (Ela me tratava dessa maneira.)
    – É assim mesmo! (...)
    Tomei café e fui ter com Gonzaga de Sá na sua vasta sala de trabalho. (...)
    LIMA BARRETO Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. Rio de Janeiro: Ática, s/d.
    Em relação à frase inicial do terceiro parágrafo, as duas frases que a sucedem funcionam como:

    1. paráfrases

    2. descrições

    3. conclusões

    4. indagações

  3. Questão 3

    O fragmento a seguir faz parte do último capítulo de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, escrito por Lima Barreto, em 1919. Nele, Augusto Machado, narrador do romance, conversa com a irmã e com o sobrinho do seu amigo Gonzaga de Sá.
    TEXTO I
    (...) Despertei manhã adiantada. O quarto em que dormi dava para a sala de jantar. Penetrando aí, dei com dona Escolástica, de plácidos olhos verdes, a vigiar atentamente o pequeno Aleixo Manuel, que tomava uma ligeira refeição matinal, antes de ir para o colégio. Gonzaga de Sá não estava.
    Ao entrar, o menino levantou a cabeça da xícara e pousou por instantes os seus grandes olhos negros, enervados de prata, sobre mim, interrogativamente, como sempre.
    Vendo aquela criança, não sei que longínquas lembranças da minha infância me vieram. Eram as esperanças da minha iniciação nas coisas obscuras do alfabeto. Eram os afagos e espantos da minha professora; eram também os dolorosos desenganos desta minha mocidade irrequieta e desigual... (...)
    Ele me olhou, fiz a saudação matinal, respondeu-me e me sentei. A velha dona Escolástica informou-me, então, que o irmão erguera-se cedo e trabalhava na sala. Demorei-me uns tempos a conversar e, de caminho, falei à criança.
    (...)
    – Em que livro estás?
    – Terceiro.
    – Com nove anos, vais bem – fiz eu animando-o. – Já dás a História do Brasil?
    – Sim, senhor.
    – Quem descobriu o Brasil?
    – Pedro Álvares Cabral.
    – E a América?
    – Cristóvão Colombo.
    – Qual foi a primeira descoberta, a da América ou a do Brasil?
    – A da América.
    – Por quê?
    – Porque o Brasil faz parte da América, e quem descobriu a América, também o Brasil, porque ele está na América.
    – Então foi Cristóvão Colombo quem descobriu o Brasil? Que respondes?
    O rapaz calou-se, franziu um instante as sobrancelhas e, depois, disse com toda a firmeza:
    – Não. Colombo foi quem viu pela primeira vez um lugar da América, por isso se diz que descobriu “ela” toda; mas Cabral viu depois, pela primeira vez, lugares do Brasil, por isso se diz que descobriu o Brasil.
    A custo, disfarcei a minha surpresa diante da clareza do raciocínio do pequeno. Não quis com um elogio caloroso aguçar-lhe a vaidade; desejava que a sua inteligência fosse crescendo sem consciência de si própria; e então, quando fosse bem forte, ele tomasse conhecimento da sua capacidade, como uma revelação, como uma surpresa. Limitei-me a dizer-lhe que estava certo e passei a perguntar outras coisas.
    Por fim, depois de ter respondido às minhas perguntas com uma prontidão que me maravilhou, passou a correia da mala pelo pescoço, apanhou a lousa e despediu-se. (...)
    – É inteligente o rapaz – disse eu à velha senhora.
    – Bastante. Que desejo de saber tem este pequeno! O senhor nem imagina! Brinca, é verdade; mas, à noitinha, agarra os livros, os deveres e os vai estudando, sem que ninguém o obrigue. Quem me dera que fosse assim até ao fim!
    – Por que não irá?
    – Ora! Há tantos que como ele começam tão bem e...
    – É verdade! Mas virá deles mesmos a perda da vontade, o enfraquecimento do amor, da dedicação aos estudos; ou tem tal fato raízes em motivos externos, estranhos a eles que, só numa idade mais avançada, acabam percebendo, quando a consciência lhes revela o justo e o injusto, fazendo que se lhes enfraqueça deploravelmente o ímpeto inicial?
    Cri que dona Escolástica não me compreendera, e procurei dizer a mesma coisa por outras palavras.
    – Quem sabe se, na primeira idade, eles estudam porque desconhecem certas coisas que, sabidas mais tarde, lhes fazem desanimar e sentir vão o estudo?
    – Qual, doutor! (Ela me tratava dessa maneira.)
    – É assim mesmo! (...)
    Tomei café e fui ter com Gonzaga de Sá na sua vasta sala de trabalho. (...)
    LIMA BARRETO Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. Rio de Janeiro: Ática, s/d.
    Porque o Brasil faz parte da América, e quem descobriu a América, também o Brasil, porque ele está na América. _(l. 23-24)_
    Na fala da personagem, identifica-se a organização de um raciocínio do seguinte tipo:

    1. indutivo

    2. dialético

    3. dedutivo

    4. falacioso

  4. Questão 4

    O fragmento a seguir faz parte do último capítulo de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, escrito por Lima Barreto, em 1919. Nele, Augusto Machado, narrador do romance, conversa com a irmã e com o sobrinho do seu amigo Gonzaga de Sá.
    TEXTO I
    (...) Despertei manhã adiantada. O quarto em que dormi dava para a sala de jantar. Penetrando aí, dei com dona Escolástica, de plácidos olhos verdes, a vigiar atentamente o pequeno Aleixo Manuel, que tomava uma ligeira refeição matinal, antes de ir para o colégio. Gonzaga de Sá não estava.
    Ao entrar, o menino levantou a cabeça da xícara e pousou por instantes os seus grandes olhos negros, enervados de prata, sobre mim, interrogativamente, como sempre.
    Vendo aquela criança, não sei que longínquas lembranças da minha infância me vieram. Eram as esperanças da minha iniciação nas coisas obscuras do alfabeto. Eram os afagos e espantos da minha professora; eram também os dolorosos desenganos desta minha mocidade irrequieta e desigual... (...)
    Ele me olhou, fiz a saudação matinal, respondeu-me e me sentei. A velha dona Escolástica informou-me, então, que o irmão erguera-se cedo e trabalhava na sala. Demorei-me uns tempos a conversar e, de caminho, falei à criança.
    (...)
    – Em que livro estás?
    – Terceiro.
    – Com nove anos, vais bem – fiz eu animando-o. – Já dás a História do Brasil?
    – Sim, senhor.
    – Quem descobriu o Brasil?
    – Pedro Álvares Cabral.
    – E a América?
    – Cristóvão Colombo.
    – Qual foi a primeira descoberta, a da América ou a do Brasil?
    – A da América.
    – Por quê?
    – Porque o Brasil faz parte da América, e quem descobriu a América, também o Brasil, porque ele está na América.
    – Então foi Cristóvão Colombo quem descobriu o Brasil? Que respondes?
    O rapaz calou-se, franziu um instante as sobrancelhas e, depois, disse com toda a firmeza:
    – Não. Colombo foi quem viu pela primeira vez um lugar da América, por isso se diz que descobriu “ela” toda; mas Cabral viu depois, pela primeira vez, lugares do Brasil, por isso se diz que descobriu o Brasil.
    A custo, disfarcei a minha surpresa diante da clareza do raciocínio do pequeno. Não quis com um elogio caloroso aguçar-lhe a vaidade; desejava que a sua inteligência fosse crescendo sem consciência de si própria; e então, quando fosse bem forte, ele tomasse conhecimento da sua capacidade, como uma revelação, como uma surpresa. Limitei-me a dizer-lhe que estava certo e passei a perguntar outras coisas.
    Por fim, depois de ter respondido às minhas perguntas com uma prontidão que me maravilhou, passou a correia da mala pelo pescoço, apanhou a lousa e despediu-se. (...)
    – É inteligente o rapaz – disse eu à velha senhora.
    – Bastante. Que desejo de saber tem este pequeno! O senhor nem imagina! Brinca, é verdade; mas, à noitinha, agarra os livros, os deveres e os vai estudando, sem que ninguém o obrigue. Quem me dera que fosse assim até ao fim!
    – Por que não irá?
    – Ora! Há tantos que como ele começam tão bem e...
    – É verdade! Mas virá deles mesmos a perda da vontade, o enfraquecimento do amor, da dedicação aos estudos; ou tem tal fato raízes em motivos externos, estranhos a eles que, só numa idade mais avançada, acabam percebendo, quando a consciência lhes revela o justo e o injusto, fazendo que se lhes enfraqueça deploravelmente o ímpeto inicial?
    Cri que dona Escolástica não me compreendera, e procurei dizer a mesma coisa por outras palavras.
    – Quem sabe se, na primeira idade, eles estudam porque desconhecem certas coisas que, sabidas mais tarde, lhes fazem desanimar e sentir vão o estudo?
    – Qual, doutor! (Ela me tratava dessa maneira.)
    – É assim mesmo! (...)
    Tomei café e fui ter com Gonzaga de Sá na sua vasta sala de trabalho. (...)
    LIMA BARRETO Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. Rio de Janeiro: Ática, s/d.
    Não. Colombo foi quem viu pela primeira vez um lugar da América, por isso se diz que descobriu “ela” toda; (l. 27-28)
    No trecho, o uso das aspas assinala a seguinte questão de linguagem:

    1. relação coesiva

    2. discurso relatado

    3. variação de registro

    4. marca de subentendido

  5. Questão 5

    O fragmento a seguir faz parte do último capítulo de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, escrito por Lima Barreto, em 1919. Nele, Augusto Machado, narrador do romance, conversa com a irmã e com o sobrinho do seu amigo Gonzaga de Sá.
    TEXTO I
    (...) Despertei manhã adiantada. O quarto em que dormi dava para a sala de jantar. Penetrando aí, dei com dona Escolástica, de plácidos olhos verdes, a vigiar atentamente o pequeno Aleixo Manuel, que tomava uma ligeira refeição matinal, antes de ir para o colégio. Gonzaga de Sá não estava.
    Ao entrar, o menino levantou a cabeça da xícara e pousou por instantes os seus grandes olhos negros, enervados de prata, sobre mim, interrogativamente, como sempre.
    Vendo aquela criança, não sei que longínquas lembranças da minha infância me vieram. Eram as esperanças da minha iniciação nas coisas obscuras do alfabeto. Eram os afagos e espantos da minha professora; eram também os dolorosos desenganos desta minha mocidade irrequieta e desigual... (...)
    Ele me olhou, fiz a saudação matinal, respondeu-me e me sentei. A velha dona Escolástica informou-me, então, que o irmão erguera-se cedo e trabalhava na sala. Demorei-me uns tempos a conversar e, de caminho, falei à criança.
    (...)
    – Em que livro estás?
    – Terceiro.
    – Com nove anos, vais bem – fiz eu animando-o. – Já dás a História do Brasil?
    – Sim, senhor.
    – Quem descobriu o Brasil?
    – Pedro Álvares Cabral.
    – E a América?
    – Cristóvão Colombo.
    – Qual foi a primeira descoberta, a da América ou a do Brasil?
    – A da América.
    – Por quê?
    – Porque o Brasil faz parte da América, e quem descobriu a América, também o Brasil, porque ele está na América.
    – Então foi Cristóvão Colombo quem descobriu o Brasil? Que respondes?
    O rapaz calou-se, franziu um instante as sobrancelhas e, depois, disse com toda a firmeza:
    – Não. Colombo foi quem viu pela primeira vez um lugar da América, por isso se diz que descobriu “ela” toda; mas Cabral viu depois, pela primeira vez, lugares do Brasil, por isso se diz que descobriu o Brasil.
    A custo, disfarcei a minha surpresa diante da clareza do raciocínio do pequeno. Não quis com um elogio caloroso aguçar-lhe a vaidade; desejava que a sua inteligência fosse crescendo sem consciência de si própria; e então, quando fosse bem forte, ele tomasse conhecimento da sua capacidade, como uma revelação, como uma surpresa. Limitei-me a dizer-lhe que estava certo e passei a perguntar outras coisas.
    Por fim, depois de ter respondido às minhas perguntas com uma prontidão que me maravilhou, passou a correia da mala pelo pescoço, apanhou a lousa e despediu-se. (...)
    – É inteligente o rapaz – disse eu à velha senhora.
    – Bastante. Que desejo de saber tem este pequeno! O senhor nem imagina! Brinca, é verdade; mas, à noitinha, agarra os livros, os deveres e os vai estudando, sem que ninguém o obrigue. Quem me dera que fosse assim até ao fim!
    – Por que não irá?
    – Ora! Há tantos que como ele começam tão bem e...
    – É verdade! Mas virá deles mesmos a perda da vontade, o enfraquecimento do amor, da dedicação aos estudos; ou tem tal fato raízes em motivos externos, estranhos a eles que, só numa idade mais avançada, acabam percebendo, quando a consciência lhes revela o justo e o injusto, fazendo que se lhes enfraqueça deploravelmente o ímpeto inicial?
    Cri que dona Escolástica não me compreendera, e procurei dizer a mesma coisa por outras palavras.
    – Quem sabe se, na primeira idade, eles estudam porque desconhecem certas coisas que, sabidas mais tarde, lhes fazem desanimar e sentir vão o estudo?
    – Qual, doutor! (Ela me tratava dessa maneira.)
    – É assim mesmo! (...)
    Tomei café e fui ter com Gonzaga de Sá na sua vasta sala de trabalho. (...)
    LIMA BARRETO Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. Rio de Janeiro: Ática, s/d.
    Ora! Há tantos que como ele começam tão bem e... (l. 42)
    Na frase, a personagem emprega a forma singular ele, mas, no parágrafo seguinte, o narrador-personagem passa a empregar o plural eles. Considerando o ponto de vista do narrador-personagem, a mudança para a forma plural se explica pela seguinte razão:

    1. explicação de um comportamento devido ao convívio cotidiano

    2. ampliação de uma reflexão tendo em vista uma conjuntura social

    3. generalização dos fatos narrados a partir de preconceito difundido

    4. inclusão das demais personagens com base em uma análise psicológica

  6. Questão 6

    O fragmento a seguir faz parte do último capítulo de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, escrito por Lima Barreto, em 1919. Nele, Augusto Machado, narrador do romance, conversa com a irmã e com o sobrinho do seu amigo Gonzaga de Sá.
    TEXTO I
    (...) Despertei manhã adiantada. O quarto em que dormi dava para a sala de jantar. Penetrando aí, dei com dona Escolástica, de plácidos olhos verdes, a vigiar atentamente o pequeno Aleixo Manuel, que tomava uma ligeira refeição matinal, antes de ir para o colégio. Gonzaga de Sá não estava.
    Ao entrar, o menino levantou a cabeça da xícara e pousou por instantes os seus grandes olhos negros, enervados de prata, sobre mim, interrogativamente, como sempre.
    Vendo aquela criança, não sei que longínquas lembranças da minha infância me vieram. Eram as esperanças da minha iniciação nas coisas obscuras do alfabeto. Eram os afagos e espantos da minha professora; eram também os dolorosos desenganos desta minha mocidade irrequieta e desigual... (...)
    Ele me olhou, fiz a saudação matinal, respondeu-me e me sentei. A velha dona Escolástica informou-me, então, que o irmão erguera-se cedo e trabalhava na sala. Demorei-me uns tempos a conversar e, de caminho, falei à criança.
    (...)
    – Em que livro estás?
    – Terceiro.
    – Com nove anos, vais bem – fiz eu animando-o. – Já dás a História do Brasil?
    – Sim, senhor.
    – Quem descobriu o Brasil?
    – Pedro Álvares Cabral.
    – E a América?
    – Cristóvão Colombo.
    – Qual foi a primeira descoberta, a da América ou a do Brasil?
    – A da América.
    – Por quê?
    – Porque o Brasil faz parte da América, e quem descobriu a América, também o Brasil, porque ele está na América.
    – Então foi Cristóvão Colombo quem descobriu o Brasil? Que respondes?
    O rapaz calou-se, franziu um instante as sobrancelhas e, depois, disse com toda a firmeza:
    – Não. Colombo foi quem viu pela primeira vez um lugar da América, por isso se diz que descobriu “ela” toda; mas Cabral viu depois, pela primeira vez, lugares do Brasil, por isso se diz que descobriu o Brasil.
    A custo, disfarcei a minha surpresa diante da clareza do raciocínio do pequeno. Não quis com um elogio caloroso aguçar-lhe a vaidade; desejava que a sua inteligência fosse crescendo sem consciência de si própria; e então, quando fosse bem forte, ele tomasse conhecimento da sua capacidade, como uma revelação, como uma surpresa. Limitei-me a dizer-lhe que estava certo e passei a perguntar outras coisas.
    Por fim, depois de ter respondido às minhas perguntas com uma prontidão que me maravilhou, passou a correia da mala pelo pescoço, apanhou a lousa e despediu-se. (...)
    – É inteligente o rapaz – disse eu à velha senhora.
    – Bastante. Que desejo de saber tem este pequeno! O senhor nem imagina! Brinca, é verdade; mas, à noitinha, agarra os livros, os deveres e os vai estudando, sem que ninguém o obrigue. Quem me dera que fosse assim até ao fim!
    – Por que não irá?
    – Ora! Há tantos que como ele começam tão bem e...
    – É verdade! Mas virá deles mesmos a perda da vontade, o enfraquecimento do amor, da dedicação aos estudos; ou tem tal fato raízes em motivos externos, estranhos a eles que, só numa idade mais avançada, acabam percebendo, quando a consciência lhes revela o justo e o injusto, fazendo que se lhes enfraqueça deploravelmente o ímpeto inicial?
    Cri que dona Escolástica não me compreendera, e procurei dizer a mesma coisa por outras palavras.
    – Quem sabe se, na primeira idade, eles estudam porque desconhecem certas coisas que, sabidas mais tarde, lhes fazem desanimar e sentir vão o estudo?
    – Qual, doutor! (Ela me tratava dessa maneira.)
    – É assim mesmo! (...)
    Tomei café e fui ter com Gonzaga de Sá na sua vasta sala de trabalho. (...)
    LIMA BARRETO Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. Rio de Janeiro: Ática, s/d.
    desconhecem certas coisas que, sabidas mais tarde, lhes fazem desanimar e sentir <u>vão</u> o estudo? (l. 48-49)
    No fragmento, a palavra sublinhada expressa o valor semântico de:

    1. ação

    2. nomeação

    3. indefinição

    4. qualificação

  7. Questão 7

    TEXTO II
    PERGUNTAR É PRECISO?
    Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar.
    Por que isso acontece?
    Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas.
    O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas:
    “quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ...Bral, muito bem!”. Mas, como chamar a pergunta retórica de inautêntica sugere que ela é apenas negativa, chamemo-la de escolar, pois também pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (o que não ocorre na caricatura anterior).
    No entanto, ainda assim precisamos reconhecer que perguntas desse tipo não são suficientes para desenvolver o pensamento do aluno e para que ele próprio produza o seu conhecimento. Torna-se então necessário, em primeiro lugar, estimulá-lo com perguntas autênticas, que de fato o levem a pensar à frente do que está sendo ensinado; torna-se também necessário, em segundo lugar, levá-lo a fazer perguntas autênticas, quer para o professor quer para si mesmo.
    Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, ou seja, própria do pensamento científico. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, ensino-lhe o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. Outra razão para o professor se
    habituar a fazer perguntas autênticas para os alunos, dividindo dúvidas reais, encontra-se na conhecida definição de Guimarães Rosa: “professor é aquele que de repente aprende”.
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como lhe ajuda usar perguntas para estudar – por exemplo, pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Veja o leitor como terminei o primeiro e como comecei o quinto parágrafos deste texto: com perguntas.
    Elas não só me ajudam a desenvolver meu raciocínio como também ajudam o leitor a acompanhá-lo.
    Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas. Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que um texto se encontra inteiro dentro da cabeça antes de ser escrito, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida que é formado, isto é, à medida que o expressamos.
    Lembremos aqui o aforisma completo do filósofo do século XVII René Descartes: dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum. Ou, em bom português: “duvido logo existo, ou, o que é o mesmo, penso logo existo”. Para pensar é preciso duvidar; para pensar é preciso fazer boas perguntas.
    Perguntar é preciso? (título)
    A partir da perspectiva do autor sobre diferentes tipos de questões, a indagação presente no título atende à seguinte estratégia de argumentação:

    1. confirmar que perguntas retóricas fixam o conhecimento

    2. sugerir que perguntas escolares facilitam a compreensão

    3. destacar que perguntas autênticas estimulam o raciocínio

    4. indicar que perguntas inautênticas comprometem o aprendizado

  8. Questão 8

    TEXTO II
    PERGUNTAR É PRECISO?
    Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar.
    Por que isso acontece?
    Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas.
    O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas:
    “quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ...Bral, muito bem!”. Mas, como chamar a pergunta retórica de inautêntica sugere que ela é apenas negativa, chamemo-la de escolar, pois também pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (o que não ocorre na caricatura anterior).
    No entanto, ainda assim precisamos reconhecer que perguntas desse tipo não são suficientes para desenvolver o pensamento do aluno e para que ele próprio produza o seu conhecimento. Torna-se então necessário, em primeiro lugar, estimulá-lo com perguntas autênticas, que de fato o levem a pensar à frente do que está sendo ensinado; torna-se também necessário, em segundo lugar, levá-lo a fazer perguntas autênticas, quer para o professor quer para si mesmo.
    Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, ou seja, própria do pensamento científico. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, ensino-lhe o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. Outra razão para o professor se
    habituar a fazer perguntas autênticas para os alunos, dividindo dúvidas reais, encontra-se na conhecida definição de Guimarães Rosa: “professor é aquele que de repente aprende”.
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como lhe ajuda usar perguntas para estudar – por exemplo, pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Veja o leitor como terminei o primeiro e como comecei o quinto parágrafos deste texto: com perguntas.
    Elas não só me ajudam a desenvolver meu raciocínio como também ajudam o leitor a acompanhá-lo.
    Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas. Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que um texto se encontra inteiro dentro da cabeça antes de ser escrito, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida que é formado, isto é, à medida que o expressamos.
    Lembremos aqui o aforisma completo do filósofo do século XVII René Descartes: dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum. Ou, em bom português: “duvido logo existo, ou, o que é o mesmo, penso logo existo”. Para pensar é preciso duvidar; para pensar é preciso fazer boas perguntas.
    Não deixa de ser <u>curioso</u> perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar. (l. 1)
    Considerando o ponto de vista expresso pelo autor, a palavra sublinhada assume o seguinte valor:

    1. crítico

    2. enfático

    3. restritivo

    4. comparativo

  9. Questão 9

    TEXTO II
    PERGUNTAR É PRECISO?
    Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar.
    Por que isso acontece?
    Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas.
    O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas:
    “quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ...Bral, muito bem!”. Mas, como chamar a pergunta retórica de inautêntica sugere que ela é apenas negativa, chamemo-la de escolar, pois também pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (o que não ocorre na caricatura anterior).
    No entanto, ainda assim precisamos reconhecer que perguntas desse tipo não são suficientes para desenvolver o pensamento do aluno e para que ele próprio produza o seu conhecimento. Torna-se então necessário, em primeiro lugar, estimulá-lo com perguntas autênticas, que de fato o levem a pensar à frente do que está sendo ensinado; torna-se também necessário, em segundo lugar, levá-lo a fazer perguntas autênticas, quer para o professor quer para si mesmo.
    Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, ou seja, própria do pensamento científico. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, ensino-lhe o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. Outra razão para o professor se
    habituar a fazer perguntas autênticas para os alunos, dividindo dúvidas reais, encontra-se na conhecida definição de Guimarães Rosa: “professor é aquele que de repente aprende”.
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como lhe ajuda usar perguntas para estudar – por exemplo, pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Veja o leitor como terminei o primeiro e como comecei o quinto parágrafos deste texto: com perguntas.
    Elas não só me ajudam a desenvolver meu raciocínio como também ajudam o leitor a acompanhá-lo.
    Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas. Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que um texto se encontra inteiro dentro da cabeça antes de ser escrito, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida que é formado, isto é, à medida que o expressamos.
    Lembremos aqui o aforisma completo do filósofo do século XVII René Descartes: dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum. Ou, em bom português: “duvido logo existo, ou, o que é o mesmo, penso logo existo”. Para pensar é preciso duvidar; para pensar é preciso fazer boas perguntas.
    O professor que pergunta já sabe a resposta. (l. 4)
    Para manter coerência com a tese desenvolvida no texto, ao conectar a frase citada com aquela que a antecede, pode ser empregada a seguinte expressão:

    1. sobretudo se

    2. além do que

    3. visto que

    4. exceto se

  10. Questão 10

    TEXTO II
    PERGUNTAR É PRECISO?
    Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar.
    Por que isso acontece?
    Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas.
    O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas:
    “quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ...Bral, muito bem!”. Mas, como chamar a pergunta retórica de inautêntica sugere que ela é apenas negativa, chamemo-la de escolar, pois também pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (o que não ocorre na caricatura anterior).
    No entanto, ainda assim precisamos reconhecer que perguntas desse tipo não são suficientes para desenvolver o pensamento do aluno e para que ele próprio produza o seu conhecimento. Torna-se então necessário, em primeiro lugar, estimulá-lo com perguntas autênticas, que de fato o levem a pensar à frente do que está sendo ensinado; torna-se também necessário, em segundo lugar, levá-lo a fazer perguntas autênticas, quer para o professor quer para si mesmo.
    Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, ou seja, própria do pensamento científico. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, ensino-lhe o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. Outra razão para o professor se
    habituar a fazer perguntas autênticas para os alunos, dividindo dúvidas reais, encontra-se na conhecida definição de Guimarães Rosa: “professor é aquele que de repente aprende”.
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como lhe ajuda usar perguntas para estudar – por exemplo, pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Veja o leitor como terminei o primeiro e como comecei o quinto parágrafos deste texto: com perguntas.
    Elas não só me ajudam a desenvolver meu raciocínio como também ajudam o leitor a acompanhá-lo.
    Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas. Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que um texto se encontra inteiro dentro da cabeça antes de ser escrito, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida que é formado, isto é, à medida que o expressamos.
    Lembremos aqui o aforisma completo do filósofo do século XVII René Descartes: dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum. Ou, em bom português: “duvido logo existo, ou, o que é o mesmo, penso logo existo”. Para pensar é preciso duvidar; para pensar é preciso fazer boas perguntas.
    Para esclarecer um dos argumentos do texto, o recurso da reformulação de termos é empregado em:

    1. Mas, como chamar a pergunta retórica de inautêntica sugere que ela é apenas negativa, chamemo-la de escolar, (l. 9-10)

    2. dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, ou seja, própria do pensamento científico. (l. 17-19)

    3. não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. (l. 21-22)

    4. Ou, em bom português: “duvido logo existo, ou, o que é o mesmo, penso logo existo”. (l. 37-38)

  11. Questão 11

    TEXTO II
    PERGUNTAR É PRECISO?
    Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar.
    Por que isso acontece?
    Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas.
    O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas:
    “quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ...Bral, muito bem!”. Mas, como chamar a pergunta retórica de inautêntica sugere que ela é apenas negativa, chamemo-la de escolar, pois também pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (o que não ocorre na caricatura anterior).
    No entanto, ainda assim precisamos reconhecer que perguntas desse tipo não são suficientes para desenvolver o pensamento do aluno e para que ele próprio produza o seu conhecimento. Torna-se então necessário, em primeiro lugar, estimulá-lo com perguntas autênticas, que de fato o levem a pensar à frente do que está sendo ensinado; torna-se também necessário, em segundo lugar, levá-lo a fazer perguntas autênticas, quer para o professor quer para si mesmo.
    Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, ou seja, própria do pensamento científico. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, ensino-lhe o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. Outra razão para o professor se
    habituar a fazer perguntas autênticas para os alunos, dividindo dúvidas reais, encontra-se na conhecida definição de Guimarães Rosa: “professor é aquele que de repente aprende”.
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como lhe ajuda usar perguntas para estudar – por exemplo, pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Veja o leitor como terminei o primeiro e como comecei o quinto parágrafos deste texto: com perguntas.
    Elas não só me ajudam a desenvolver meu raciocínio como também ajudam o leitor a acompanhá-lo.
    Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas. Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que um texto se encontra inteiro dentro da cabeça antes de ser escrito, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida que é formado, isto é, à medida que o expressamos.
    Lembremos aqui o aforisma completo do filósofo do século XVII René Descartes: dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum. Ou, em bom português: “duvido logo existo, ou, o que é o mesmo, penso logo existo”. Para pensar é preciso duvidar; para pensar é preciso fazer boas perguntas.
    As ideias presentes nos intertextos, citados no quinto e no último parágrafos, possuem o seguinte objetivo principal em relação às ideias propostas pelo autor:

    1. refutá-las

    2. elogiá-las

    3. corrigi-las

    4. ratificá-las

  12. Questão 12

    TEXTO II
    PERGUNTAR É PRECISO?
    Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar.
    Por que isso acontece?
    Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas.
    O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas:
    “quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ...Bral, muito bem!”. Mas, como chamar a pergunta retórica de inautêntica sugere que ela é apenas negativa, chamemo-la de escolar, pois também pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (o que não ocorre na caricatura anterior).
    No entanto, ainda assim precisamos reconhecer que perguntas desse tipo não são suficientes para desenvolver o pensamento do aluno e para que ele próprio produza o seu conhecimento. Torna-se então necessário, em primeiro lugar, estimulá-lo com perguntas autênticas, que de fato o levem a pensar à frente do que está sendo ensinado; torna-se também necessário, em segundo lugar, levá-lo a fazer perguntas autênticas, quer para o professor quer para si mesmo.
    Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, ou seja, própria do pensamento científico. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, ensino-lhe o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. Outra razão para o professor se
    habituar a fazer perguntas autênticas para os alunos, dividindo dúvidas reais, encontra-se na conhecida definição de Guimarães Rosa: “professor é aquele que de repente aprende”.
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como lhe ajuda usar perguntas para estudar – por exemplo, pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Veja o leitor como terminei o primeiro e como comecei o quinto parágrafos deste texto: com perguntas.
    Elas não só me ajudam a desenvolver meu raciocínio como também ajudam o leitor a acompanhá-lo.
    Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas. Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que um texto se encontra inteiro dentro da cabeça antes de ser escrito, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida que é formado, isto é, à medida que o expressamos.
    Lembremos aqui o aforisma completo do filósofo do século XVII René Descartes: dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum. Ou, em bom português: “duvido logo existo, ou, o que é o mesmo, penso logo existo”. Para pensar é preciso duvidar; para pensar é preciso fazer boas perguntas.
    A antecipação de um contra-argumento, que o autor contesta a fim de reafirmar a própria tese, ocorre no seguinte parágrafo:

    1. segundo

    2. terceiro

    3. sexto

    4. sétimo

  13. Questão 13

    TEXTO II
    PERGUNTAR É PRECISO?
    Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar.
    Por que isso acontece?
    Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas.
    O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas:
    “quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ...Bral, muito bem!”. Mas, como chamar a pergunta retórica de inautêntica sugere que ela é apenas negativa, chamemo-la de escolar, pois também pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (o que não ocorre na caricatura anterior).
    No entanto, ainda assim precisamos reconhecer que perguntas desse tipo não são suficientes para desenvolver o pensamento do aluno e para que ele próprio produza o seu conhecimento. Torna-se então necessário, em primeiro lugar, estimulá-lo com perguntas autênticas, que de fato o levem a pensar à frente do que está sendo ensinado; torna-se também necessário, em segundo lugar, levá-lo a fazer perguntas autênticas, quer para o professor quer para si mesmo.
    Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, ou seja, própria do pensamento científico. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, ensino-lhe o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. Outra razão para o professor se
    habituar a fazer perguntas autênticas para os alunos, dividindo dúvidas reais, encontra-se na conhecida definição de Guimarães Rosa: “professor é aquele que de repente aprende”.
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como lhe ajuda usar perguntas para estudar – por exemplo, pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Veja o leitor como terminei o primeiro e como comecei o quinto parágrafos deste texto: com perguntas.
    Elas não só me ajudam a desenvolver meu raciocínio como também ajudam o leitor a acompanhá-lo.
    Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas. Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que um texto se encontra inteiro dentro da cabeça antes de ser escrito, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida que é formado, isto é, à medida que o expressamos.
    Lembremos aqui o aforisma completo do filósofo do século XVII René Descartes: dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum. Ou, em bom português: “duvido logo existo, ou, o que é o mesmo, penso logo existo”. Para pensar é preciso duvidar; para pensar é preciso fazer boas perguntas.
    A palavra _lhe_ indica sentido de pertencimento em:

    1. Não quis com um elogio caloroso aguçar-lhe a vaidade; (texto 1, l. 30-31)

    2. Limitei-me a dizer-lhe que estava certo (texto 1, l. 33)

    3. levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, ensino-lhe o principal: (texto 2, l. 20-21)

    4. Depois, deve-se mostrar como lhe ajuda usar perguntas para estudar (texto 2, l. 26-27)

  14. Questão 14

    TEXTO III

    Na tirinha, os diferentes objetos de leitura põem em oposição dois modos de relação com o tempo, que podem ser definidos como:

    1. pontual e frequente

    2. dinâmico e monótono

    3. concreto e psicológico

    4. intermitente e contínuo

  15. Questão 15

    TEXTO III

    Com base na sequência dos quadrinhos, a reação final da personagem manifesta uma atitude de:

    1. alienação

    2. repreensão

    3. acomodação

    4. incompreensão

  16. Questão 16

    Apesar da grande disponibilidade de nitrogênio no ambiente, apenas alguns tipos de bactérias conseguem assimilar o gás nitrogênio (N2) diretamente da atmosfera e transformá-lo em outros compostos que podem ser utilizados pelos demais organismos.
    No esquema abaixo, que representa o ciclo do nitrogênio em um determinado ecossistema, estão destacadas quatro etapas desse processo: I, II, III e IV.

    Dos processos marcados de I a IV, o único em que não há participação de bactérias é:

    1. I

    2. II

    3. III

    4. IV

  17. Questão 17

    A figura abaixo representa uma célula diploide durante a primeira divisão meiótica.

    O número de combinações cromossômicas diferentes que podem ser encontradas nas células haploides formadas ao final da meiose é igual a:

    1. 6

    2. 8

    3. 12

    4. 16

  18. Questão 18

    Compostos contendo cobalto e cromo são empregados na confecção de materiais para uso ortopédico, devido a sua grande resistência mecânica e química. Tais propriedades estão relacionadas à estrutura dos átomos desses metais.
    Os átomos de cromo e cobalto apresentam igualdade em relação a seus respectivos números de:

    1. prótons

    2. elétrons

    3. orbitais preenchidos

    4. camadas eletrônicas

  19. Questão 19

    Angiogênese é a formação de novos vasos capilares, um processo normal do metabolismo humano, mas que também permite o desenvolvimento e disseminação de tumores. Atualmente, drogas que bloqueiam a angiogênese são objeto de estudos para o tratamento de diversos tipos de câncer.
    Para a eficácia em relação ao tratamento do câncer, uma droga antiangiogênica deve apresentar ação inibitória específica sobre as células classificadas como:

    1. nervosas

    2. musculares

    3. endoteliais

    4. fibroblásticas

  20. Questão 20

    Suponha que em determinada espécie de roedor, a cor da pelagem dependa apenas da ação de dois pares de genes, Aa e Bb. A expressão do gene A determina pelagem preta, e a do seu alelo recessivo a, pelagem marrom. Por sua vez, a presença do gene dominante B impede a pigmentação do pelo e o animal será branco, que seu alelo b permite a manifestação da cor da pelagem.
    A proporção esperada da cor da pelagem nos descendentes do cruzamento entre dois indivíduos heterozigotos para ambos os pares de genes é igual a:

    1. 12 brancos: 3 pretos: 1 marrom

    2. 9 brancos: 6 pretos: 1 marrom

    3. 6 brancos: 1 preto: 12 marrons

    4. 3 brancos: 6 pretos: 4 marrons

  21. Questão 21

    Em um triângulo retângulo, a hipotenusa mede 15 cm e a tangente de um dos ângulos agudos é $\frac{3}{4}$ .
    O perímetro desse triângulo, em cm, mede:

    1. 17

    2. 22

    3. 36

    4. 45

  22. Questão 22

    Admita que, para todos os números naturais
    x > 0, a função definida por f(x) = ax + b determine os elementos
    da seguinte progressão aritmética:
    (a + b, 2a + b, 3a + b, 4a + b, ...).
    <br>
    Se os quatro primeiros termos dessa progressão são (−3 , −1, 1, 3, ...),
    o valor de b é:

    1. 3

    2. 2

    3. -4

    4. -5

  23. Questão 23

    Considere a função quadrática definida por f(x) = 350x2 − 700x− 190, x ∈ R. <br>
    A média aritmética das duas raízes dessa função é igual a:

    1. 4

    2. 3

    3. 2

    4. 1

  24. Questão 24

    O tanque de um carro flex, com capacidade de 50 litros de combustível, contém 44% desse total.
    Para completar esse tanque, gastaram-se
    R$ 108,00 abastecendo x litros de álcool e y litros de gasolina.
    Se os preços do litro do álcool e da gasolina são, respectivamente, R$ 3,50 e R$ 4,00, o valor de (y − x) será:

    1. 28

    2. 20

    3. 12

    4. 8

  25. Questão 25

    Admita que a probabilidade de um goleiro defender um pênalti seja $\frac{2}{5}$.
    Se forem cobrados dois pênaltis, a probabilidade de os dois serem defendidos pelo goleiro é igual a:

    1. 0,16

    2. 0,32

    3. 0,60

    4. 0,80

  26. Questão 26

    O poliedro desenhado a seguir, cuja aresta mede 10 cm, é formado por nove faces, sendo quatro triângulos
    equiláteros e cinco quadrados.

    Os pontos V e C, são respectivamente, o vértice do poliedro e o centro da face quadrada oposta.
    A distância, em cm,
    entre os pontos V e C é igual a:

    1. 15

    2. 20

    3. 20$\sqrt{2}$

    4. 10 + 5$\sqrt{2}$

  27. Questão 27

    Os gráficos das funções definidas por f(x) = $2^{(x+3)}$ e g(x) =$4^{(2x+3)}$ no ponto P(m,k).
    Para determinar a abscissa m do ponto P deve-se calcular a raiz da seguinte equação: <p style="text-align: center;">$2^{(x+3)}$ =&nbsp;$4^{(2x+3)}$</p>
    O valor de (m + k) é igual a:

    1. 1

    2. 2

    3. 3

    4. 4

  28. Questão 28

    Considere a sequência abaixo de figuras formadas por 613 palitos idênticos,
    dispostos de quatro maneiras
    diferentes, sendo:
    primeiro, 1 palito; depois, 2; em seguida, 3,
    e, por fim, 4 palitos.

    Obedecendo a essa disposição,
    até utilizar todos os palitos,
    observa-se que a sequência terminou com a figura de 2 palitos.
    O número total de figuras formadas
    por 4 palitos é:

    1. 60

    2. 61

    3. 62

    4. 63

  29. Questão 29

    O número de ligações pi presentes em uma molécula orgânica é um fator determinante para seu emprego na formulação de protetores solares eficientes.
    A oxibenzona, substância empregada em protetores solares, apresenta a seguinte fórmula estrutural:

    A oxibenzona deve ser empregada com esse fim em razão de seu número de ligações pi, que é igual a:

    1. 6

    2. 7

    3. 12

    4. 14

    5. 16

  30. Questão 30

    O gráfico mostra um processo termodinâmico AB sofrido por cinco mols de um certo gás ideal.
    O estado A corresponde à pressão de 8 300 N/m² e ao volume de 1m³, enquanto o estado B corresponde à pressão de 16 600 N/m³
    e ao volume de 2m³.

    Sabendo que R = 8,3 J/mol.K, as temperaturas inicial e final do gás, em K, são, respectivamente, iguais a:

    1. 2 e 8

    2. 10 e 40

    3. 200 e 800

    4. 1000 e 4000

  31. Questão 31

    Analise a fórmula estrutural do ibuprofeno, um dos fármacos mais usados atualmente como anti-inflamatório, apresentada a seguir:

    Verifica-se, por sua estrutura, que a função orgânica do ibuprofeno é denominada:

    1. derivado halogenado

    2. ácido carboxílico

    3. aldeído

    4. éster

    5. cetona

  32. Questão 32

    A figura abaixo ilustra um sistema no qual um bloco A permanece em equilíbrio sobre um plano inclinado cujo ângulo θ é igual a 45°.

    O menor valor possível para o coeficiente de atrito estático entre o bloco e o plano inclinado será de:

    1. $\frac{1}{2}$

    2. $\frac{\sqrt{2}}{2}$

    3. 1

    4. $\sqrt{2}$

  33. Questão 33

    O gráfico abaixo representa a variação do tamanho populacional de uma planta que produz flores e de uma espécie de borboleta, quando mantidas juntas ou separadas em uma reserva ambiental.

    A análise do gráfico permite concluir que a relação ecológica existente entre esses elementos é denominada:

    1. mutualismo

    2. parasitismo

    3. herbivorismo

    4. comensalismo

  34. Questão 34

    Admita uma colisão unidimensional totalmente inelástica, na qual um corpo A, com velocidade constante de 4 m/s, colide com um corpo B, inicialmente parado.
    A velocidade final do sistema de corpos A e B é constante e equivale a 2 m/s.
    Sabendo que A e B possuem massas iguais, a razão entre a energia cinética inicial e final desse sistema
    corresponde a:

    1. 1

    2. 2

    3. 3

    4. 4

  35. Questão 35

    O iodeto de potássio, um sal empregado como fonte de iodo para distúrbios da glândula tireóide, é obtido a
    partir da reação de neutralização total entre um ácido e uma base.
    A fórmula química do reagente ácido empregado nessa neutralização é:

    1. HI

    2. $H_{2}I$

    3. HIO

    4. HIO$_{2}$

  36. Questão 36

    O ar é uma mistura gasosa contendo aproximadamente 80% v/v de $N_{2}$ e 20% v/v de $O_{2}$.
    O volume total de ar comportado no sistema respiratório humano é denominado capacidade pulmonar e corresponde, em média, a 6 L.
    Assumindo comportamento de gás ideal, quando, a 1atm e 27ºC, a capacidade pulmonar for preenchida, a massa de ar correspondente a esse volume total será aproximadamente igual a:

    1. 1,6

    2. 3,2

    3. 5,6

    4. 7,2

  37. Questão 37

    "A Terra é um planeta finito, com recursos limitados. Indiferente e ignorante disso, nos últimos 90 anos a população mundial cresceu de 2 para 7,5 bilhões de habitantes. Em outubro de 2011, o Fundo Populacional das Nações Unidas projetou que a população chegará a 8 bilhões no ano 2025. A taxa de crescimento vem desacelerando, mas os números são assustadores e continuarão a aumentar, mesmo se mais lentamente do que no passado."
    <p style="text-align: right;"><span style="font-size:14px"><strong>
    folha.uol.com.br, 02/10/2016.</strong></span></p>
    As preocupações e a avaliação acerca do processo analisado no artigo revelam uma perspectiva fundamentada na Teoria demográfica denominada:

    1. Natalista

    2. Reformista

    3. Transicionista

    4. Neomalthusiana

  38. Questão 38

    Analisando os dados do gráfico, no início do século XXI, o continente com maior diversidade linguística em relação ao tamanho da sua população é:

    1. Ásia

    2. África

    3. Europa

    4. Oceania

  39. Questão 39

    <p style="text-align: center;">TEMER SANCIONA TEXTO DA REFORMA TRABALHISTA EM CERIM&Ocirc;NIA NO PLANALTO</p>
    <p>Michel Temer sancionou o projeto de reforma trabalhista aprovado pelo Congresso Nacional. A nova legisla&ccedil;&atilde;o altera regras da Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho (CLT). Com essa reforma trabalhista, a negocia&ccedil;&atilde;o entre as companhias e os trabalhadores prevalecer&aacute; sobre a lei em pontos como parcelamento das f&eacute;rias, flexibiliza&ccedil;&atilde;o da jornada, participa&ccedil;&atilde;o nos ganhos e resultados, intervalo de almo&ccedil;o, plano de cargos e sal&aacute;rios e banco de horas.</p>
    <p style="text-align: right;"><strong>Adaptado de gazeta.online.com.br, 13/07/2017.&nbsp;</strong></p>

    A partir dos textos, um argumento dos defensores da aprovação da reforma mencionada e uma crítica dos
    seus opositores estão apontados, respectivamente, em:

    1. ampliação da oferta de empregos formais – precarização das relações laborais

    2. expansão da taxa de lucro empresarial – declínio das exportações agropecuárias

    3. descentralização do modelo de gestão corporativa – redução da qualificação profissional

    4. reversão do processo de desindustrialização metropolitana – enfraquecimento do poder judiciário

  40. Questão 40

    <p style="text-align: justify;">BERLIM - Quase 28 anos ap&oacute;s a queda do Muro de Berlim, grande parte dos pr&eacute;dios da antiga Berlim Oriental foi transformada em im&oacute;veis de luxo. A mudan&ccedil;a, no entanto, n&atilde;o foi bem recebida pela popula&ccedil;&atilde;o. Em alguns bairros centrais, as fachadas em estilo classicista passaram por um caro processo de moderniza&ccedil;&atilde;o, que veio acompanhado pela sa&iacute;da de moradores sem poder aquisitivo diante do aumento dos alugu&eacute;is. Se, no in&iacute;cio dos anos 1990, eram sin&ocirc;nimo de fal&ecirc;ncia do regime comunista, os pr&eacute;dios dos bairros centrais de Berlim s&atilde;o hoje chamados de &ldquo;ouro de concreto&rdquo;, pois ajudam a aumentar a riqueza dos investidores.</p>
    <p style="text-align: right;"><strong>GRA&Ccedil;A MAGALH&Atilde;ES </strong></p>
    <p style="text-align: right;"><strong>Adaptado de oglobo.globo.com, 26/07/2017.</strong></p>
    A reportagem está relacionada à ocorrência do seguinte processo socioespacial na cidade de Berlim, no período após 1989:

    1. Cristalização

    2. Terciarização

    3. Gentrificação

    4. Metropolização

  41. Questão 41

    A tirinha apresenta uma relação de identidade em países formalmente reconhecidos no sistema de relações
    internacionais.
    Contudo, esse mesmo vínculo entre população e espaço pode ser observado em contextos sociais nos quais a nação não conseguiu, mas ainda busca constituir
    seu Estado, como é o caso dos:

    1. persas no Irã

    2. curdos na Síria

    3. judeus no Egito

    4. guaranis no Uruguai

  42. Questão 42

    <p style="text-align: center;">A CRIA&Ccedil;&Atilde;O DA SUDENE</p>
    <p style="text-align: justify;">&nbsp; &nbsp; A Superintend&ecirc;ncia do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), criada pela Lei no 3.692, de 15 de dezembro de 1959, foi uma forma de interven&ccedil;&atilde;o do Estado no Nordeste, com o objetivo de promover e coordenar o desenvolvimento da regi&atilde;o. A Superintend&ecirc;ncia resultou da percep&ccedil;&atilde;o de que crescia a diferen&ccedil;a entre o Nordeste e o Centro-Sul do Brasil. Tornava-se necess&aacute;rio, assim, haver uma interven&ccedil;&atilde;o direta na regi&atilde;o, guiada pelo planejamento, entendido como &uacute;nico caminho para o desenvolvimento.</p>
    <p style="text-align: right;"><strong>Adaptado de cpdoc.fgv.br, 17/08/2017</strong></p>
    <br>
    Para reduzir a diferença descrita no texto, durante a ditadura civil-militar, a instituição criada priorizou a seguinte linha de ação:

    1. implantação de polos industriais de grande porte

    2. financiamento da modernização da pecuária bovina

    3. expansão da malha ferroviária de transporte de carga

    4. irrigação de unidades rurais de propriedades familiares

  43. Questão 43

    Em mapa semelhante ao apresentado,
    a distância entre Vassouras e Campos dos Goytacazes é de aproximadamente 10 centímetros.
    A viagem de ida e volta de avião entre essas cidades, seguindo essa mesma
    linha, equivale a 500 quilômetros.
    A escala utilizada para a elaboração desse mapa é:

    1. 1:250.000

    2. 1:500.000

    3. 1:2.500.000

    4. 1:5.000.000

  44. Questão 44

    As campanhas publicitárias dizem muito a respeito de um bem, retratando também o contexto econômico no qual elas estão inseridas.
    No caso da publicidade acima, identificam-se as seguintes características do modelo atual do capitalismo:

    1. distinção social e concentração empresarial

    2. flexibilidade produtiva e segmentação do consumo

    3. seletividade da demanda e sofisticação tecnológica

    4. elitização do mercado e especialização do trabalhador

  45. Questão 45

    <p style="margin-left: 40px;">Em 1905, a Suprema Corte derrubou uma lei do estado de Nova York que limitava a jornada de trabalho dos padeiros a dez horas di&aacute;rias &ndash; &ldquo;o tribunal entendeu que a lei violava o direito dos trabalhadores de aceitarem trabalhar per&iacute;odos mais longos&rdquo;. Em ess&ecirc;ncia, as empresas ficavam livres para contratar empregados de qualquer forma que lhes fosse conveniente, com pouca probabilidade de interven&ccedil;&atilde;o governamental. O sal&aacute;rio m&iacute;nimo e a jornada m&aacute;xima de trabalho estavam longe de serem adotados.</p>
    <p style="text-align: right;"><strong>Adaptado de MAYO, Anthony J. e NOHRIA, Nitin. O s&eacute;culo da inova&ccedil;&atilde;o e sua crise. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.</strong></p>
    A ideologia que fundamentou a decisão
    da Suprema Corte dos EUA foi o:

    1. estatismo

    2. socialismo

    3. liberalismo

    4. mutualismo

  46. Questão 46

    A partir da análise dos gráficos, a evolução até 2050 do número de fiéis da religião com maior previsão de
    expansão, em relação às demais, tem como principal explicação:

    1. expressiva taxa de idosos

    2. acelerada conversão de fiéis

    3. intenso engajamento político

    4. elevado crescimento vegetativo

  47. Questão 47

    <p style="margin-left: 40px;">Situada na regi&atilde;o do Vale do Caf&eacute;, no Rio de Janeiro, Vassouras era conhecida no s&eacute;culo XIX como a cidade dos bar&otilde;es do caf&eacute;. O lugar &eacute; o ideal para aprender como viviam esses homens poderosos naquela &eacute;poca. As ruas e arquitetura da cidade contam a hist&oacute;ria. A principal pra&ccedil;a &eacute; envolta por constru&ccedil;&otilde;es coloniais. Na Casa da Hera, os turistas podem ver como era a habita&ccedil;&atilde;o e o estilo de vida das fam&iacute;lias cafeeiras, deparando-se com o mesmo mobili&aacute;rio e com a organiza&ccedil;&atilde;o que a resid&ecirc;ncia apresentava no passado. A &aacute;rea rural tem in&uacute;meras fazendas abertas para visita&ccedil;&atilde;o. Entre as principais, est&aacute; Cachoeira Grande, do ano de 1820, com antiguidades e rel&iacute;quias, como um piano alem&atilde;o de 1803.</p>
    <p style="margin-left: 40px; text-align: right;"><strong>Adaptado de g1.globo.com, 16/08/2017.</strong></p>
    <br>
    Na reportagem sobre a região destacada, foi omitido um elemento central para a dinâmica social do período mencionado de interesse turístico histórico.
    Tal elemento está indicado em:

    1. utilização da mão de obra cativa

    2. implantação de estradas de ferro

    3. contribuição da cultura imigrante

    4. difusão do movimento republicano

  48. Questão 48

    Na imagem de 1938, distribuída nas escolas portuguesas, estão reunidos elementos importantes da ideologia oficial do regime salazarista.
    Com base nesta imagem, duas características dessa ideologia são:

    1. dependência da vida urbana e autoridade do homem na chefia da casa

    2. centralidade da religião católica e papel da mulher no trabalho doméstico

    3. defesa da doutrina igualitária e protagonismo do jovem na grandeza do país

    4. manutenção da dominação colonialista e valorização da criança no lar lusitano

  49. Questão 49

    A frase no cartaz pode ser explicada por dois processos históricos, um externo e outro interno à Rússia daquele momento.
    Tais processos são, respectivamente:

    1. risco de intervenção estrangeira e eclosão da guerra civil

    2. propagação do ideal socialista e abandono da coletivização forçada

    3. fortalecimento da ameaça nazista e imposição do regime totalitário

    4. gênese do sistema bipolar e aparecimento do revanchismo bolchevique

    5. ampliação do militarismo e fortalecimento do ideário capitalista.

  50. Questão 50

    Na legenda, distinguem-se dois diferentes processos de expansão horizontal do solo para cada período.
    Um mais intenso, significando a substituição de grande parte da superfície original pelo solo urbano, e um mais moderado.
    Após 1993, a área metropolitana que experimentou de forma mais acentuada o fenômeno da expansão descrita no texto é:

    1. Fresno, Califórnia
    2. Atlanta, Geórgia
    3. Cincinnati, Ohio
    4. Las Vegas, Nevada
  51. Questão 51

    USS (Univassouras) 2018/1 <p style="margin-left: 40px;">NOTA DA TORCIDA BANDA ALMA CELESTE DO PAYSANDU SPORT CLUB &mdash; PA</p>
    <p style="margin-left: 40px;">Os torcedores que comp&otilde;em a torcida Banda Alma Celeste s&atilde;o pessoas normais, como qualquer torcedor do Paysandu Sport Club, maior clube do Norte. Desde seu surgimento, v&aacute;rios cantos foram incrementados com frases de apoio e amor incondicionais. Por&eacute;m, nem sempre acertamos. Durante os 10 anos da torcida, surgiu em uma das nossas m&uacute;sicas algo fora dos padr&otilde;es, intitulada de &ldquo;o le&atilde;o &eacute; gay!&rdquo;. ERRAMOS DURANTE V&Aacute;RIOS ANOS, propagando cantos como esse, disfar&ccedil;ado de rivalidade. Diante disso, ap&oacute;s v&aacute;rios debates de torcedores, informamos que: &mdash; M&uacute;sicas e manifesta&ccedil;&otilde;es de cunho racial/homof&oacute;bico est&atilde;o extintas do nosso repert&oacute;rio, entre elas a famosa m&uacute;sica que chama o mascote do rival de gay. &mdash; Entendemos que existem outros meios de manter viva a rivalidade; &mdash; N&atilde;o se trata de criar uma nova pol&ecirc;mica, acabar com o futebol, ou simplesmente ser politicamente &ldquo;chatos e corretos&rdquo;. Apenas evolu&iacute;mos e atualizamos nossa forma de pensar.</p>
    <p style="margin-left: 40px; text-align: right;"><strong>Adaptado de facebook.com, 29/04/2017.</strong></p>
    <br>
    A medida tomada pela torcida reforça as seguintes ações:

    1. promoção da tolerância e difusão do vitimismo

    2. combate ao preconceito e respeito à diversidade

    3. apologia ao homossexualismo e pressão da mídia

    4. redução do fanatismo e fortalecimento do esquerdismo

  52. Questão 52

    Os dados do gráfico indicam que, durante todo o período, prevaleceu a orientação econômica quanto ao papel do Estado associada ao:

    1. rentismo

    2. monetarismo

    3. corporativismo

    4. intervencionismo

  53. Questão 53

    Uma bola lançada obliquamente percorre uma trajetória parabólica até atingir o solo.
    Desprezando a resistência do ar,
    a representação para a força resultante que age sobre a bola, no ponto mais alto de sua trajetória, está indicada em:

  54. Questão 54

    Em uma residência abastecida com rede de tensão de 220 V, um chuveiro elétrico alimentado por umacorrente de 25 A é utilizado durante 10 minutos por dia.
    Nessa região, o valor, em reais, do kWh é de 0,40.
    O custo, em reais, do uso do chuveiro em um mês de 30 dias é igual a:

    1. 11,00

    2. 12,00

    3. 16,00

    4. 17,60

  55. Questão 55

    <p>(USS, 2018) Aos interesses da imigra&ccedil;&atilde;o dos quais depende em m&aacute;xima parte o nosso desenvolvimento econ&ocirc;mico, prende-se a necessidade de saneamento desta capital, trabalho sem d&uacute;vida dif&iacute;cil porque se filia a um conjunto de provid&ecirc;ncias, a maior parte das quais de execu&ccedil;&atilde;o dispendiosa e demorada. &Eacute; preciso que os poderes da Rep&uacute;blica, a quem incumbe t&atilde;o importante servi&ccedil;o, fa&ccedil;am dele a sua mais s&eacute;ria e importante preocupa&ccedil;&atilde;o, aproveitando todos os elementos de que puderem dispor para que se inicie o caminho. A capital da Rep&uacute;blica n&atilde;o pode continuar a ser apontada como sede de vida dif&iacute;cil, quando tem fartos elementos para constituir o mais not&aacute;vel centro de atra&ccedil;&atilde;o de bra&ccedil;os, de atividades e de capitais nesta parte do mundo.&nbsp;</p>
    <p style="text-align: right;"><strong>Correio da Manh&atilde;, 16/11/1902 , citado por AZEVEDO, Andr&eacute;. </strong></p>
    <p style="text-align: right;"><strong>A grande reforma urbana no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Mauad X/PUC-RJ, 2017.</strong></p>
    <br>
    Segundo o jornal carioca, no começo do século passado, as reformas pelas quais a cidade do Rio de Janeiro deveriam passar seriam justificadas, prioritariamente, para promover:

    1. controle social

    2. progresso material

    3. ideário civilizacional

    4. crescimento populacional