Extensivo ENEM - Quinhentismo

10 questões. Resolver no Descomplica

  1. Questão 1

    <p style="text-align: justify;">&nbsp;<strong>TEXTO I</strong></p>
    <p style="text-align: justify;">Andaram na praia, quando sa&iacute;mos, oito ou dez deles; e da&iacute; a pouco come&ccedil;aram a vir mais. E parece-me que viriam, este dia, &agrave; praia, quatrocentos ou quatrocentos e cinquenta. Alguns deles traziam arcos e flechas, que todos trocaram por carapu&ccedil;as ou por qualquer coisa que lhes davam. [&hellip;] Andavam todos t&atilde;o bem-dispostos, t&atilde;o bem feitos e galantes com suas tinturas que muito agradavam.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>(CASTRO, S. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&amp;PM, 1996 (fragmento).)</strong></p>
    <p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
    <p style="text-align: justify;">&nbsp;<strong>TEXTO II</strong></p>

    <p style="text-align: justify;">Pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro, a carta de Pero Vaz de Caminha e a obra de Portinari retratam a chegada dos portugueses ao Brasil. Da leitura dos textos, constata-se que:

    1. <p style="text-align: justify;">a carta de Pero Vaz de Caminha representa uma das primeiras manifestações artísticas dos portugueses em terras brasileiras e preocupa-se apenas com a estética literária.

    2. <p style="text-align: justify;">a tela de Portinari retrata indígenas nus com corpos pintados, cuja grande significação é a afirmação da arte acadêmica brasileira e a contestação de uma linguagem moderna.

    3. <p style="text-align: justify;">a carta, como testemunho histórico-político, mostra o olhar do colonizador sobre a gente da terra, e a pintura destaca, em primeiro plano, a inquietação dos nativos.

    4. <p style="text-align: justify;">as duas produções, embora usem linguagens diferentes – verbal e não verbal –, cumprem a mesma função social e artística.

    5. <p style="text-align: justify;">a pintura e a carta de Caminha são manifestações de grupos étnicos diferentes, produzidas em um mesmo momento histórico, retratando a colonização.

  2. Questão 2

    <p style="text-align: justify;"><strong>TEXTO I</strong></p>
    <p style="text-align: justify;">Jos&eacute; de Anchieta fazia parte da Companhia de Jesus, veio ao Brasil aos 19 anos para catequizar a popula&ccedil;&atilde;o das primeiras cidades brasileiras e, como instrumento de trabalho, escreveu manuais, poemas e pe&ccedil;as teatrais.</p>
    <p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>TEXTO II</strong></p>
    <p style="text-align: justify;">Todo o Brasil &eacute; um jardim em frescura e bosque e n&atilde;o se v&ecirc; em todo ano &aacute;rvore nem erva seca.</p>
    <p style="text-align: justify;">Os arvoredos se v&atilde;o &agrave;s nuvens de admir&aacute;vel altura e grossura e variedade de esp&eacute;cies. Muitos d&atilde;o bons frutos e o que lhes d&aacute; gra&ccedil;a &eacute; que h&aacute; neles muitos passarinhos de grande formosura e variedades e em seu canto n&atilde;o d&atilde;o vantagem aos rouxin&oacute;is, pintassilgos, colorinos e can&aacute;rios de Portugal e fazem uma harmonia quando um homem vai por este caminho, que &eacute; para louvar o Senhor, e os bosques s&atilde;o t&atilde;o frescos que os lindos e artificiais de Portugal ficam muito abaixo.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>(ANCHIETA, Jos&eacute; de. Cartas, informa&ccedil;&otilde;es, fragmentos hist&oacute;ricos e serm&otilde;es do&nbsp;</strong><strong>Padre Joseph de Anchieta. Rio de Janeiro: S.J., 1933, 430-31 p.</strong><strong>)</strong></p>
    <p style="text-align: justify;">A leitura dos textos revela a preocupa&ccedil;&atilde;o de Anchieta com a exalta&ccedil;&atilde;o da religiosidade. No texto 2, o autor exalta ainda, a beleza natural do Brasil por meio:</p>

    1. <p style="text-align: justify;">Do emprego de primeira pessoa para narrar a história de pássaros e bosques brasileiros, comparando-os aos de Portugal.

    2. <p style="text-align: justify;">Da adoção de procedimentos típicos do discurso argumentativo para defender a beleza dos pássaros e bosques de Portugal.

    3. <p style="text-align: justify;">Da descrição de elementos que valorizam o aspecto natural dos bosques brasileiros, a diversidade e a beleza dos pássaros do Brasil.

    4. <p style="text-align: justify;">Do uso de indicações cênicas do gênero dramático para colocar em evidência a frescura dos bosques brasileiros e a beleza dos rouxinóis.

    5. <p style="text-align: justify;">Do uso tanto de características da narração quanto do discurso argumentativo para convencer o leitor da superioridade de Portugal em relação ao Brasil.

  3. Questão 3

    (MACKENZIE) “Quando morre algum dos seus põem-lhe sobre a sepultura pratos, cheios de viandas, e uma rede (...) mui bem lavada. Isto, porque creem, segundo dizem, que depois que morrem tornam a comer e descansar sobre a sepultura. Deitam-nos em covas redondas, e, se são principais, fazem-lhes uma choça de palma. Não têm conhecimento de glória nem inferno, somente dizem que depois de morrer vão descansar a um bom lugar. (...) Qualquer cristão, que entre em suas casas, dão-lhe a comer do que têm, e uma rede lavada em que durma. São castas as mulheres a seus maridos.”
    Padre Manuel da Nóbrega.
    O texto, escrito no Brasil colonial:

    1. Pertence a um conjunto de documentos da tradição histórico literária brasileira, cujo objetivo principal era apresentar à metrópole as características da colônia recém descoberta.

    2. Já antecipa, pelo tom grandiloquente de sua linguagem, a concepção idealizadora que os românticos brasileiros tiveram do indígena.

    3. É exemplo de produção tipicamente literária, em que o imaginário renascentista transfigura os dados de uma realidade objetiva.

    4. É exemplo característico do estilo árcade, na medida em que valoriza poeticamente o “bom selvagem”, motivo recorrente na literatura brasileira do século XVIII.

    5. Insere-se num gênero literário específico, introduzido nas terras americanas por padres jesuítas com o objetivo de catequizar os indígenas brasileiros.

  4. Questão 4

    <p>&nbsp;</p>
    <p style="text-align: justify;">Leia um trecho do poema Ilha da Mar&eacute;, do escritor brasileiro Manuel Botelho de Oliveira.</p>
    <p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
    <p style="text-align: justify;">E, tratando das pr&oacute;prias, os coqueiros,</p>
    <p style="text-align: justify;">galhardos e frondosos</p>
    <p style="text-align: justify;">criam cocos gostosos;</p>
    <p style="text-align: justify;">e andou t&atilde;o liberal a natureza</p>
    <p style="text-align: justify;">que lhes deu por grandeza,</p>
    <p style="text-align: justify;">n&atilde;o s&oacute; para bebida, mas sustento,</p>
    <p style="text-align: justify;">o n&eacute;ctar doce, o c&acirc;ndido alimento.</p>
    <p style="text-align: justify;">De v&aacute;rias cores s&atilde;o os cajus belos,</p>
    <p style="text-align: justify;">uns s&atilde;o vermelhos, outros amarelos,</p>
    <p style="text-align: justify;">e como v&aacute;rios s&atilde;o nas v&aacute;rias cores,</p>
    <p style="text-align: justify;">tamb&eacute;m se mostram v&aacute;rios nos sabores;</p>
    <p style="text-align: justify;">e criam a castanha,</p>
    <p style="text-align: justify;">que &eacute; melhor que a de Fran&ccedil;a, It&aacute;lia, Espanha.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>(COHN, Sergio. Poesia.br Rio de Janeiro: Azougue, 2012.)</strong></p>
    <p style="text-align: justify;">Podemos relacionar os versos desse poema ao Quinhentismo Nacional, pois</p>

    1. <p style="text-align: justify;">o eu lírico repudia a presença de colonizadores portugueses em nossa terra.

    2. <p style="text-align: justify;">a fauna e a flora tropicais são descritas de maneira minuciosa e idealizada.

    3. <p style="text-align: justify;">o poeta enriqueceu devido à exportação de produtos brasileiros para a metrópole.

    4. <p style="text-align: justify;">a exuberância e a diversidade da natureza tropical são exaltadas pelo poeta.

    5. <p style="text-align: justify;">a natureza farta e bela é o cenário onde ocorrem os encontros amorosos do eu lírico.

  5. Questão 5

    <p style="text-align: justify;">&quot;Esta virtude estrangeira</p>
    <p style="text-align: justify;">me irrita sobremaneira.</p>
    <p style="text-align: justify;">Quem a teria trazido</p>
    <p style="text-align: justify;">com seus h&aacute;bitos polidos</p>
    <p style="text-align: justify;">estragando a terra inteira?</p>
    <p style="text-align: justify;">Quem &eacute; forte como eu?</p>
    <p style="text-align: justify;">Como eu, conceituado?</p>
    <p style="text-align: justify;">Sou diabo bem assado,</p>
    <p style="text-align: justify;">Boa medida &eacute; beber</p>
    <p style="text-align: justify;">cauim at&eacute; vomitar.</p>
    <p style="text-align: justify;">Que bom costume &eacute; bailar!</p>
    <p style="text-align: justify;">Adornar-se, andar pintado,</p>
    <p style="text-align: justify;">tingir penas, empenado</p>
    <p style="text-align: justify;">fumar e curandeirar</p>
    <p style="text-align: justify;">andar de negro pintado&quot;.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>(Auto de S&atilde;o Louren&ccedil;o, Jos&eacute; de Anchieta.)</strong></p>
    <p style="text-align: justify;">Nestes versos aparecem caracter&iacute;sticas da produ&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica de Jos&eacute; de Anchieta, exceto:</p>

    1. versos curtos de tradição popular;

    2. preocupação catequética;

    3. linguagem direta;

    4. tensão e elaboração artística renascentista;

    5. conflito entre o bem e o mal.

  6. Questão 6

    Sobre a literatura produzida no primeiro século da vida colonial brasileira, é correto afirmar que:

    1. É formada principalmente de poemas narrativos e textos dramáticos que visavam à catequese.

    2. Inicia com Prosopopeia, de Bento Teixeira.

    3. É constituída por documentos que informam acerca da terra brasileira e pela literatura jesuítica.

    4. Os textos que a constituem apresentam evidente preocupação artística e pedagógica.

    5. Descreve com fidelidade e sem idealizações a terra e o homem, ao relatar as condições encontradas no Novo Mundo.

  7. Questão 7

    <p style="text-align: justify;">O movimento liter&aacute;rio que retrata as manifesta&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias produzidas no Brasil &agrave; &eacute;poca de seu descobrimento, e durante o s&eacute;culo XVI, &eacute; conhecido como Quinhentismo ou Literatura de Informa&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p style="text-align: justify;">Analise as proposi&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o a este per&iacute;odo.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>I.&nbsp;</strong>A produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria no Brasil, no s&eacute;culo XVI, era restrita &agrave;s literaturas de viagens e jesu&iacute;ticas de car&aacute;ter religioso.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>II.&nbsp;</strong>A obra liter&aacute;ria jesu&iacute;tica, relacionada &agrave;s atividades catequ&eacute;ticas e pedag&oacute;gicas, raramente assume um car&aacute;ter apenas art&iacute;stico. O nome mais destacado &eacute; o do padre Jos&eacute; de Anchieta.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>III.&nbsp;</strong>O nome Quinhentismo est&aacute; ligado a um referencial cronol&oacute;gico &mdash; as manifesta&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias no Brasil tiveram in&iacute;cio em 1500, &eacute;poca da coloniza&ccedil;&atilde;o portuguesa &mdash; e n&atilde;o a um referencial est&eacute;tico.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>IV.&nbsp;</strong>As produ&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias neste per&iacute;odo prendem-se &agrave; literatura portuguesa, integrando o conjunto das chamadas literaturas de viagens ultramarinas, e aos valores da cultura greco-latina.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>V.&nbsp;</strong>As produ&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias deste per&iacute;odo constituem um painel da vida dos anos iniciais do Brasil col&ocirc;nia, retratando os primeiros contatos entre os europeus e a realidade da nova terra.</p>
    <p style="text-align: justify;">Assinale a alternativa correta.</p>

    1. <p style="text-align: justify;">Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras.

    2. <p style="text-align: justify;">Somente a afirmativa II é verdadeira.

    3. <p style="text-align: justify;">Somente as afirmativas I, II, III e V são verdadeiras.

    4. <p style="text-align: justify;">Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.

    5. <p style="text-align: justify;">Todas as afirmativas são verdadeiras.

  8. Questão 8

    (IFSP)<p>&nbsp;</p>
    <p style="text-align: justify;">Leia, abaixo, o fragmento da Hist&oacute;ria da Prov&iacute;ncia de Santa Cruz, de Pero de Magalh&atilde;es G&acirc;ndavo, para responder &agrave; quest&atilde;o.</p>
    <p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
    <p style="text-align: justify;">Finalmente que como Deus tenha de muito longe esta terra dedicada &agrave; cristandade, e o interesse seja o que mais leva os homens tr&aacute;s si que nenhuma outra coisa haja na vida, parece manifesto querer entret&ecirc;-los na terra com esta riqueza do mar at&eacute; chegarem a descobrir aquelas grandes minas que a mesma terra promete, para que assim desta maneira tragam ainda toda aquela b&aacute;rbara gente que habita nestas partes ao lume e ao conhecimento da nossa santa f&eacute; cat&oacute;lica, que ser&aacute; descobrir-lhe outras minas maiores no c&eacute;u, o qual nosso Senhor permita que assim seja, para gl&oacute;ria sua, e salva&ccedil;&atilde;o de tantas almas.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>(G&Acirc;NDAVO, Pero de Magalh&atilde;es. Hist&oacute;ria da Prov&iacute;ncia de Santa Cruz. Org. Ricardo Martins Valle. </strong></p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>Introd. e notas Ricardo Martins Valle e Clara Carolina Souza Santos. S&atilde;o Paulo: Hedra, 2008. p. 115.)</strong></p>

    1. <p style="text-align: justify;">nos textos de informação estavam consorciados o projeto de exploração das novas terras descobertas e o de difusão da fé cristã.

    2. <p style="text-align: justify;">O autor julga desinteressante a perspectiva de exploração mercantil do Brasil, preferindo a ela o projeto de difusão da fé cristã.

    3. <p style="text-align: justify;">o autor condena os homens ambiciosos e interesseiros, que preferem a exploração mercantil ao projeto abnegado de difusão da fé cristã.

    4. <p style="text-align: justify;">o autor condena a hipocrisia dos que afirmam empreender em nome da fé cristã, mas que apenas se interessam pelas “grandes minas” a descobrir.

    5. <p style="text-align: justify;">havia discrepância e dissenso entre o projeto de exploração das novas terras descobertas e o de difusão da fé cristã.

  9. Questão 9

    <p style="text-align: justify;">Leia a estrofe abaixo e fa&ccedil;a o que se pede:</p>
    <p style="text-align: justify;">Dos v&iacute;cios j&aacute; desligados</p>
    <p style="text-align: justify;">nos paj&eacute;s n&atilde;o crendo mais,</p>
    <p style="text-align: justify;">nem suas dan&ccedil;as rituais,</p>
    <p style="text-align: justify;">nem seus m&aacute;gicos cuidados.</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>(ANCHIETA, Jos&eacute; de. O auto de S&atilde;o Louren&ccedil;o [tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o de Walmir Ayala].&nbsp;</strong><strong>Rio de Janeiro: Ediouro[s.d.]p. 110.)</strong></p>
    <p style="text-align: justify;">Assinale a afirmativa verdadeira, considerando a estrofe acima, pronunciada pelos meninos &iacute;ndios em prociss&atilde;o:</p>

    1. <p style="text-align: justify;">Os meninos índios representam o processo de aculturação em sua concretude mais visível, como produto final de todo um empreendimento do qual participaram com igual empenho a Coroa Portuguesa e a Companhia de Jesus.

    2. <p style="text-align: justify;">A presença dos meninos índios representa uma síntese perfeita e acabada daquilo que se convencionou chamar de literatura informativa.

    3. <p style="text-align: justify;">Os meninos índios estão afirmando os valores de sua própria cultura, ao mencionar as danças rituais e as magias praticadas pelos pajés.

    4. <p style="text-align: justify;">Os meninos índios são figuras alegóricas cuja construção como personagens atende a todos os requintes da dramaturgia renascentista.

    5. <p style="text-align: justify;">Os meninos índios representam a revolta dos nativos contra a catequese trazida pelos jesuítas, de quem querem libertar-se tão logo seja possível.

  10. Questão 10

    <p style="text-align: justify;">&ldquo;A fei&ccedil;&atilde;o deles &eacute; serem pardos, maneira d&rsquo;avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura, nem estimam nenhuma cousa cobrir, nem mostrar suas vergonhas. E est&atilde;o acerca disso com tanta inoc&ecirc;ncia como t&ecirc;m em mostrar o rosto.&rdquo;</p>
    <p style="text-align: justify;"><strong>(CAMINHA, P. V. A carta. Dispon&iacute;vel em: </strong><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/"><strong>www.dominiopublico.gov.br</strong></a><strong>.)</strong></p>
    <p style="text-align: justify;">Ao se estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o entre a obra de Eckhout e o trecho do texto de Caminha, conclui-se que:</p>

    1. <p style="text-align: justify;">ambos se identificam pelas características estéticas marcantes, como tristeza e melancolia, do movimento romântico das artes plásticas.

    2. <p style="text-align: justify;">o artista, na pintura, foi fiel ao seu objeto, representando-o de maneira realista, ao passo que o texto é apenas fantasioso.

    3. <p style="text-align: justify;">a pintura e o texto têm uma característica em comum, que é representar o habitante das terras que sofreriam processo colonizador.

    4. <p style="text-align: justify;">o texto e a pintura são baseados no contraste entre a cultura europeia e a cultura indígena.

    5. <p style="text-align: justify;">há forte direcionamento religioso no texto e na pintura, uma vez que o índio representado é objeto da catequização jesuítica.