Turma de Abril - Aprofundamento - Formação dos Estados Modernos

5 questões. Resolver no Descomplica

  1. Questão 1

    <p style="margin-left: 1cm; text-align: justify;">Facasper 2017) Em um Estado absolutista, o crime maior &eacute; o de infidelidade, &eacute; a inconfid&ecirc;ncia, o crime de lesa-majestade. A vontade do soberano &eacute; um princ&iacute;pio que, por si, justifica as medidas tomadas pelos agentes do Estado. Foi na Fran&ccedil;a que o absolutismo atingiu o seu m&aacute;ximo desenvolvimento na Idade Moderna. Lu&iacute;s XIV, apelidado de Rei Sol, foi o monarca que melhor encarnou a figura de um rei absoluto.</p>
    <p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;"><strong>Fonte: ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado absolutista. S&atilde;o Paulo. Brasiliense, 1985. p. 18.</strong></span></p>
    <p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
    <p style="text-align: justify;">A respeito da forma de governo descrita no texto, &eacute; correto afirmar:</p>

    1. As eleições periódicas estabeleciam o revezamento no poder, medida à qual até o rei estava submetido.

    2. O governo era pautado em leis promulgadas por voto direto e popular, expressando a democracia.

    3. As relações entre o rei e a nobreza eram regidas por critérios meritocráticos, sem privilégios de origem.

    4. A burguesia era o grupo social privilegiado no Absolutismo, em função da sua origem campesina.

    5. O poder ficava centralizado nas mãos do rei, que tinha o poder de legislar, administrar e punir.

  2. Questão 2

    <p style="margin-left: 1cm; text-align: justify;">(FGV SP 2013) Leia o fragmento.</p>
    <p style="margin-left: 1cm; text-align: justify;">Um famoso esc&acirc;ndalo pol&iacute;tico foi o de Ant&ocirc;nio Perez, que em 1571 era secret&aacute;rio de Estado de Felipe II, tendo alcan&ccedil;ado um dos postos mais importantes na monarquia. Por rivalidades, viu-se envolvido em intrigas internacionais. Conhecia todos os segredos da coroa, tendo absoluto controle sobre o Tesouro. Foi acusado de vender cargos, de suborno e de trair segredos do Estado. Felipe viu um caminho para atingi-lo: a Inquisi&ccedil;&atilde;o. Tinha de ser acusado de heresia. Foi dif&iacute;cil encontrar provas contra seu catolicismo, mas o confessor do rei conseguiu-as. Mesmo sendo &iacute;ntimo amigo do inquisidor-mor e tendo o apoio da popula&ccedil;&atilde;o de Sarago&ccedil;a, Perez foi acusado de herege. Conseguiu fugir e morreu em Paris, e, conforme testemunhou o n&uacute;ncio apost&oacute;lico da regi&atilde;o, sempre viveu como fiel cat&oacute;lico.</p>
    <p style="margin-left: 1cm; text-align: right;"><strong>(Anita Novinsky, A inquisi&ccedil;&atilde;o)</strong></p>
    <p style="margin-left: 1cm; text-align: right;">&nbsp;</p>
    <p style="text-align: justify;">A partir do texto, &eacute; correto concluir que a Inquisi&ccedil;&atilde;o espanhola</p>

    1. ampliou as suas prerrogativas nas nações europeias menos fiéis ao poder do papado, com o intuito de ampliar o número de seguidores.

    2. perdeu parte de suas atribuições e poderes a partir da Contrarreforma católica, conforme deliberação do Concílio de Trento.

    3. manteve, durante a sua existência secular, vínculos essenciais com a questão religiosa, excepcionalmente confundindo-se com a questão política.

    4. resumiu sua atuação a alguns poucos casos exemplares, com o intuito de evitar a propagação do islamismo e das igrejas reformadas.

    5. apesar de sua fundamentação religiosa, esteve vinculada ao Estado e serviu aos interesses de grupos ligados ao poder.

  3. Questão 3

    <p style="text-align: justify;">UP 2018) A nova dinastia de Avis, que a revolu&ccedil;&atilde;o de 1383, contra o endurecimento da nobreza rural e da feudalidade decadente, levou ao poder, favoreceu resolutamente a pol&iacute;tica das cidades. Portugal surgia como um pa&iacute;s novo em face dos velhos pa&iacute;ses tradicionalmente voltados para o Mediterr&acirc;neo, que se ressentiam dum longo per&iacute;odo de recess&atilde;o econ&ocirc;mica.</p>
    <p style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"><span style="font-size:9px;"><strong>(Catherine Coquery-Vidrovitch. A descoberta de &Aacute;frica. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70, 2004. p. 63. Adaptado.)</strong></span></p>
    <p style="margin-left: 18pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
    <p style="margin-left: 1cm; text-align: justify;">Tal como indicado no texto, no in&iacute;cio do per&iacute;odo moderno, os fatores decisivos para Portugal alargar o seu campo de a&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e resolver o seu desequil&iacute;brio financeiro foram:</p>

    1. a emergência de uma nova classe social e a centralização do poder político.

    2. a consolidação de Sagres e o avanço das descobertas científicas.

    3. a herança das Cruzadas e a liderança do Infante D. Henrique.

    4. a conquista do norte da África e o ouro vindo do Sudão.

    5. a influência da Igreja Católica e a estrutura das ordens religiosas.

  4. Questão 4

    O paradoxo aparente do absolutismo na Europa ocidental era que ele representava fundamentalmente um aparelho de prote&ccedil;&atilde;o da propriedade dos privil&eacute;gios aristocr&aacute;ticos, embora, ao mesmo tempo, os meios pelos quais tal prote&ccedil;&atilde;o era concedida pudessem assegurar&nbsp; simultaneamente&nbsp; os interesses b&aacute;sicos das classes mercantis e manufatureiras nascentes. Essencialmente, o absolutismo era apenas isto: um aparelho de domina&ccedil;&atilde;o feudal recolocado e refor&ccedil;ado, destinado a sujeitar as massas camponesas &agrave; sua posi&ccedil;&atilde;o tradicional. Nunca foi um &aacute;rbitro entre a aristocracia e a burguesia, e menos ainda um instrumento da burguesia nascente contra a aristocracia: ele era a nova carapa&ccedil;a pol&iacute;tica de uma nobreza atemorizada.
    (Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39. Adaptado)

    Segundo Perry Anderson, o Estado absolutista

    1. n&atilde;o tinha for&ccedil;a pol&iacute;tica para submeter os trabalhadores do campo e a aristocracia com a cobran&ccedil;a de pesados impostos e, simultaneamente, oferecer participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e vantagens econ&ocirc;micas para o crescimento da burguesia comercial e manufatureira.

    2. nunca se submeteu aos interesses da burguesia mercantil e manufatureira em detrimento da aristocracia, mas, ao contr&aacute;rio, tornou-se um escudo de prote&ccedil;&atilde;o dos camponeses contra o dom&iacute;nio feudal exercido por meio de pesados impostos.

    3. garantiu, sob a sua prote&ccedil;&atilde;o, o dom&iacute;nio econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico da aristocracia sobre os camponeses e, para sobreviver economicamente, atendeu aos interesses de expans&atilde;o do mercado da burguesia mercantil e manufatureira, mas a afastou do poder pol&iacute;tico.
      participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, com o intuito de obter acesso &agrave; terra.

    4. preservou a propriedade feudal e os interesses dos camponeses, mas, para que isso se efetivasse, submeteu-se &agrave; press&atilde;o da burguesia mercantil e manufatureira ao aproxim&aacute;-la do poder pol&iacute;tico, oferecendo cargos p&uacute;blicos a essa classe.

    5. n&atilde;o protegeu a aristocracia nem os camponeses que, para sobreviverem, estabeleceram alian&ccedil;as pontuais com a burguesia comercial em ascens&atilde;o econ&ocirc;mica e com crescente

  5. Questão 5

    Na formação das monarquias confessionais da Época Moderna houve reforço das identidades territoriais, em função de critérios de caráter religioso ou confessional. Simultaneamente, houve uma progressiva incorporação da Igreja ao corpo do Estado, através de medidas de caráter patrimonial e jurisdicional que procuravam uma maior sujeição das estruturas e agentes eclesiásticos ao poder do príncipe. Na busca pela homogeneização da fé dentro de um território político, a Igreja cumpria também papel fundamental na formação do Estado moderno por meio de seus mecanismos de disciplinamento social dos comportamentos.
    (Adaptado de Frederico Palomo, A Contra-Reforma em Portugal, 1540-1700. Lisboa: Livros Horizonte, 2006, p.52.)
    <br>
    Considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a Europa Moderna, assinale a alternativa correta.

    1. Cada monarquia confessional adotou uma identidade religiosa e medidas repressivas em relação às dissidências religiosas que poderiam ameaçar tal unidade.

    2. Monarquias confessionais são aquelas unidades políticas nas quais havia a convivência pacífica de duas ou mais confissões religiosas, num mesmo território.

    3. São consideradas monarquias confessionais os territórios protestantes que se mostravam mais propícios ao desenvolvimento do capitalismo comercial, tornando-se, assim, nações enriquecidas.

    4. As monarquias confessionais contavam com a instituição do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição em seu território, uma forma de controle cultural sobre religiões politeístas.