Globalização - Extensivo Enem
10 questões. Resolver no Descomplica
Questão 1
Disneylândia
Multinacionais japonesas instalam empresas em Hong-Kong
E produzem com matéria-prima brasileira
Para competir no mercado americano
[...]
Pilhas americanas alimentam eletrodomésticos ingleses na Nova Guiné
Gasolina árabe alimenta automóveis americanos na África do Sul
[...]
Crianças iraquianas fugidas da guerra
Não obtêm visto no consulado americano do Egito
Para entrarem na Disneylândia
ANTUNES, A. Disponível em: www.radio-uof.com.ür. Acesso em: 3 fev. 2013 (fragmento).
Na canção, ressalta-se a coexistência, no contexto internacional atual, das seguintes situações:<br>Acirramento do controle alfandegário e estímulo ao capital especulativo.
Ampliação das trocas econômicas e seletividade dos fluxos populacionais.
Intensificação do controle informacão e adoção de barreiras fitossanitárias.
Aumento da circulação mercantil e desregulamentação do sistema financeiro.
Expansão do protecionismo comercial e descaracterização de identidades nacionais.
Questão 2
“Uma mesma empresa pode ter sua sede administrativa onde os impostos são menores, as unidades de produção onde os salários são os mais baixos, os capitais onde os juros são os mais altos e seus executivos vivendo onde a qualidade de vida é mais elevada.”
<p style="text-align: right;"><strong>SEVCENKO, N. A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001 (adaptado). </strong></p>
No texto estão apresentadas estratégias empresariais no contexto da globalização. Uma consequência social derivada dessas estratégias tem sidoo crescimento da carga tributária.
o aumento da mobilidade ocupacional.
a redução da competitividade entre as empresas.
o direcionamento das vendas para os mercados regionais.
a ampliação do poder de planejamento dos Estados nacionais.
Questão 3
<p style="text-align: justify;">“Não acho que seja possível identificar a globalização apenas com a criação de uma economia global, embora este seja seu ponto focal e sua característica mais óbvia. Precisamos olhar além da economia. Antes de tudo, a globalização depende da eliminação de obstáculos técnicos, não de obstáculos econômicos. Isso tornou possível organizar a produção, e não apenas o comércio, em escala internacional.”
HOBSBAWM, E. O novo século: entrevista a Antonio Polito. São Paulo: Cia. das Letras, 2000 (adaptado).
Um fator essencial para a organização da produção, na conjuntura destacada no texto, é acriação de uniões aduaneiras.
difusão de padrões culturais.
melhoria na infraestrutura de transportes.
supressão das barreiras para comercialização.
organização de regras nas relações internacionais.
Questão 4
<p>Até o fim de 2007, quase 2 milhões de pessoas perderam suas casas e outros 4 milhões corriam o risco de ser despejadas. Os valores das casas despencaram em quase todos os EUA e muitas famílias acabaram devendo mais por suas casas do que o próprio valor do imóvel. Isso desencadeou uma espiral de execuções hipotecárias que diminuiu ainda mais os valores das casas. Em Cleveland, foi como se um “Katrina financeiro” atingisse a cidade. Casas abandonadas, com tábuas em janelas e portas, dominaram a paisagem nos bairros pobres, principalmente negros. Na Califórnia, também se enfileiraram casas abandonadas.</p>
<p style="text-align: right;">HARVEY, D. <strong>O enigma do capital</strong>. São Paulo: Boitempo, 2011.</p>Inicialmente restrita, a crise descrita no texto atingiu proporções globais, devido ao(à)
superprodução de bens de consumo.
colapso industrial de países asiáticos.
interdependência do sistema econômico.
isolamento político dos países desenvolvidos.
austeridade fiscal dos países em desenvolvimento.
Questão 5
<p style="text-align: justify;">(Enem 2015) No final do século XX e em razão dos avanços da ciência, produziu-se um sistema presidido pelas técnicas da informação, que passaram a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando ao novo sistema uma presença planetária. Um mercado que utiliza esse sistema de técnicas avançadas resulta nessa globalização perversa.
<p style="text-align: right;"><span style="font-size:14px"><Strong>
SANTOS, M. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2008 (adaptado).</Strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Uma consequência para o setor produtivo e outra para o mundo do trabalho advindas das transformações citadas no texto estão presentes, respectivamente, em:Eliminação das vantagens locacionais e ampliação da legislação laboral.
Limitação dos fluxos logísticos e fortalecimento de associações sindicais.
Diminuição dos investimentos industriais e desvalorização dos postos qualificados.
Concentração das áreas manufatureiras e redução da jornada semanal.
Automatização dos processos fabris e aumento dos níveis de desemprego.
Questão 6
(Enem, 2018) TEXTO I
As fronteiras, ao mesmo tempo que se separam, unem e articulam, por elas passando discursos de legitimação da ordem social tanto quanto do conflito.
<p style="text-align: right;font-size:9pt;"><strong> CUNHA, L. Terras lusitanas e gentes dos brasis: a nação e o seu retrato literário. Revista Ciências Sociais, n. 2, 2009.</strong></p>
TEXTO II
As últimas barreiras ao livre movimento do dinheiro e das mercadorias e informação que rendem dinheiro andam de mãos dadas com a pressão para cavar novos fossos e erigir novas muralhas que barrem o movimento daqueles que em consequência perdem, física ou espiritualmente, suas raízes.
<p style="text-align: right;font-size:9pt;"><strong> BAUMAN, Z. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.. </strong></p>
A ressignificação contemporânea da ideia de fronteira compreende aliberação da circulação de pessoas.
preponderância dos limites naturais.
supressão dos obstáculos aduaneiros.
desvalorização da noção de nacionalismo.
seletividade dos mecanismos segregadores.
Questão 7
(Enem 2011) “Estamos testemunhando o reverso da tendência histórica da assalariação do trabalho e socialização da produção, que foi característica predominante na era industrial. A nova organização social e econômica baseada nas tecnologias da informação visa à administração descentralizadora, ao trabalho individualizante e aos mercados personalizados. As novas tecnologias da informação possibilitam, ao mesmo tempo, a descentralização das tarefas e sua coordenação em uma rede interativa de comunicação em tempo real, seja entre continentes, seja entre os andares de um mesmo edifício.”
<p style="text-align: right;"><span style="font-size:14px"><strong>
CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2006 (adaptado). </strong></span></p>
No contexto descrito, as sociedades vivenciam mudanças constantes nas ferramentas de comunicação que afetam os processos produtivos nas empresas. Na esfera do trabalho, tais mudanças têm provocadoo aprofundamento dos vínculos dos operários com as linhas de montagem sob influência dos modelos orientais de gestão.
o aumento das formas de teletrabalho como solução de larga escala para o problema do desemprego crônico.
o avanço do trabalho flexível e da terceirização como respostas às demandas por inovação e com vistas à mobilidade dos investimentos.
a autonomização crescente das máquinas e computadores em substituição ao trabalho dos especialistas técnicos e gestores.
o fortalecimento do diálogo entre operários, gerentes, executivos e clientes com a garantia de harmonização das relações de trabalho.
Questão 8
<p style="text-align: justify;">“Atualmente, com a globalização da economia, a situação dos trabalhadores assalariados está se deteriorando cada vez mais. Intensifica-se a abertura ou a transferência de filiais de empresas para países onde os salários são mais baixos e a legislação trabalhista é mais flexível, em detrimento dos trabalhadores.”
<p style="text-align: right;"><strong>MOREIRA, João Carlos. Geografia. São Paulo: Scipione, 2005. p. 444. </strong></p>
Assinale entre as alternativas abaixo aquela que reflete a situação dos trabalhadores no mundo globalizado:<p style="text-align: justify;">A participação da população economicamente ativa no mercado de trabalho envolve, cada vez mais, a necessidade de investimentos em escolas profissionalizantes e universidades, com grande grau de qualificação profissional, com exceção dos empregos no setor terciário.
<p style="text-align: justify;">Há sobra e falta de emprego ao mesmo tempo, dependendo da qualificação da mão-de-obra e do acesso às escolas pela maioria da população economicamente ativa. Muitas vagas não são preenchidas por falta de qualificação exigida para o cargo.
<p style="text-align: justify;">Os assalariados dos países pobres têm uma participação mais favorável na renda nacional auferida, pois podem ser despedidos sem encargos muito grandes para as empresas e substituídos rapidamente por outros.
<p style="text-align: justify;">O investimento em robotização e informática nas grandes empresas leva ao desemprego estrutural, fortalecendo a ação dos sindicatos e a força dos empregados menos qualificados em negociações trabalhistas.
<p style="text-align: justify;">O desemprego não é um dos maiores problemas do mundo atual. Entre os países desenvolvidos, o que tem provocado discussões em encontros do G-8, no Fórum Econômico Mundial, é a procura de trabalhadores imigrantes para seus postos de trabalho.
Questão 9
<p style="text-align: justify;">Entre as promessas contidas na ideologia do processo de globalização da economia estava a dispersão da produção do conhecimento na esfera global, expectativa que não se vem concretizando. Nesse cenário, os tecnopolos aparecem como um centro de pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia que conta com mão de obra altamente qualificada. Os impactos desse processo na inserção dos países na economia global deram-se de forma hierarquizada e assimétrica. Mesmo no grupo em que se engendrou a reestruturação produtiva, houve difusão desigual da mudança de paradigma tecnológico e organizacional. O peso da assimetria projetou-se mais fortemente entre os países mais desenvolvidos e aqueles em desenvolvimento.
<p style="text-align: right;"><strong>BARROS, F. A. F. Concentração técnico-científica: uma tendência em expansão no mundo contemporâneo: Campinas: Inovação Uniemp, v. 3, n°1 jan./fev. 2007 </strong></p>
Diante das transformações ocorridas, é reconhecido que:A inovação tecnológica tem alcançado a cidade e o campo, incorporando a agricultura, a indústria e os serviços, com maior destaque nos países desenvolvidos.
Os fluxos de informações, capitais, mercadorias e pessoas têm desacelerado, obedecendo ao novo modelo fundamentado em capacidade tecnológica.
As novas tecnologias se difundem com equidade no espaço geográfico e entre as populações que as incorporam em seu dia a dia.
Os tecnopolos, em tempos de globalização, ocupam os antigos centros de industrialização, concentrados em alguns países emergentes.
O crescimento econômico dos países em desenvolvimento, decorrente da dispersão da produção do conhecimento na esfera global, equipara-se ao dos países desenvolvidos.
Questão 10
(Enem, 2004) Um certo carro esporte é desenhado na Califórnia, financiado por Tóquio, o protótipo criado em Worthing (Inglaterra) e a montagem é feita nos EUA e México, com componentes eletrônicos inventados em Nova Jérsei (EUA), fabricados no Japão. (…). Já a indústria de confecção norte-americana, quando inscreve em seus produtos ‘made in USA’, esquece de mencionar que eles foram produzidos no México, Caribe ou Filipinas.
<p style="text-align: right;"><span style="font-size:14px"><strong>
Renato Ortiz, Mundialização e Cultura</strong></span></p>
O texto ilustra como em certos países produz-se tanto um carro esporte caro e sofisticado, quanto roupas que nem sequer levam uma etiqueta identificando o país produtor. De fato, tais roupas costumam ser feitas em fábricas — chamadas “maquiladoras” — situadas em zonas-francas, onde os trabalhadores nem sempre têm direitos trabalhistas garantidos.
A produção nessas condições indicaria um processo de globalização quefortalece os Estados Nacionais e diminui as disparidades econômicas entre eles pela aproximação entre um centro rico e uma periferia pobre.
garante a soberania dos Estados Nacionais por meio da identificação da origem de produção dos bens e mercadorias.
fortalece igualmente os Estados Nacionais por meio da circulação de bens e capitais e do intercâmbio de tecnologia.
compensa as disparidades econômicas pela socialização de novas tecnologias e pela circulação globalizada da mão-de-obra.
reafirma as diferenças entre um centro rico e uma periferia pobre, tanto dentro como fora das fronteiras dos Estados Nacionais.