Schopenhauer

15 questões. Resolver no Descomplica

  1. Questão 1

    Aquilo que Kant chama de fenômeno, Schopenhauer chama de

    1. coisa em si

    2. vontade

    3. desejo

    4. representação

  2. Questão 2

    Em sua obra, Schopenhauer substitui as categorias kantianas pela

    1. causalidade

    2. ascese

    3. contemplação estética

    4. compaixão

  3. Questão 3

    De acordo com Schopenhauer, as representações são formas de conhecer o mundo de maneira

    1. direta

    2. imediata

    3. indireta

    4. desejante

  4. Questão 4

    De acordo com Schopenhauer, a Vontade é uma forma de conhecer o mundo de maneira

    1. direta

    2. mediada

    3. indireta

    4. desejante

  5. Questão 5

    Por que, segundo Schopenhauer, "toda vida é sofrimento"?

    1. Envie sua resposta!

  6. Questão 6

    De acordo com a filosofia de Schopenhauer, a vontade se manifesta no ser humano a partir:

    1. de seu querer consciente do mundo.

    2. de seu desejo de reprodução e seu instinto de sobrevivência.

    3. de sua consciência imanente de si mesmo e do mundo.

    4. da sua autopreservação, desvinculada da espécie.

    5. da sua autopreservação e a morte de todos os membros de sua espécie, pois a vontade se manifesta enquanto luta de todos contra todos.

  7. Questão 7

    (ESPM 2016) Manipulando as palavras, é possível construir falácias e sofismas a fim de superar nossos adversários no campo da argumentação. Adotando certas atitudes que desestabilizam emocionalmente nossos antagonistas, parecemos estar cobertos de razão. São expedientes que muitas vezes, até por instinto, acabamos por utilizar em conversas e discussões. Por uma questão de honestidade intelectual, porém, precisamos tomar consciência de que somos algozes e vítimas nesse jogo sujo.
    O pensador alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), apoiando-se em sua observação e inspirando se nas lições de Aristóteles, denunciou várias estratégias que, com maior ou menor brilhantismo, nós empregamos todos os dias, não propriamente para descobrir e divulgar a verdade, mas neutralizar e desmerecer o discurso do nosso interlocutor.
    O que Maquiavel (1469-1527) pretendeu com O Príncipe, ao descrever o que se deve fazer para conquistar e preservar o poder político, assim Schopenhauer fez com relação às disputas verbais. O objetivo é defender-se das ameaças externas e ganhar a briga na base da palavra e da instauração de um clima emocional perturbador, deixando claro quem tem a mente mais arguta e a língua mais afiada, mesmo que seja necessário atropelar os escrúpulos e esmagar a ética.
    (Gabriel Perissé, prof. da Universidade Católica de Santos, revista Língua, set.2014)
    Depreende-se do texto que:

    1. manipular palavras é a forma mais racional para derrotar o adversário num debate ou discussão.

    2. usar falácias e sofismas passa necessariamente pela manipulação de palavras o que compensaria a falta de argumentação convincente.

    3. utilizar-se de falácias e sofismas seria um instrumento válido para provocar raiva no adversário e desestabilizá-lo numa discussão.

    4. lançar mão de sofismas e falácias é um jogo desonesto que vitima as pessoas sem idoneidade.

    5. desestabilizar o adversário emocionalmente é um recurso instintivo que acaba ganhando âmbitos de honestidade intelectual.

  8. Questão 8

    O conceito representação na filosofia de Schopenhauer significa:

    1. a forma que o homem se espelha no mundo: “vejo aquilo que quero ver, ouço aquilo que quero ouvir”.

    2. a forma que o homem se relaciona com o mundo, utilizando-se de valores e moral.

    3. a forma que o homem é capaz de representar o mundo por intermédio de seus sentidos e intelecto.

    4. essência do mundo, solução para o enigma do universo.

    5. A essência do mundo, amor, ódio, salvação

  9. Questão 9

    (Ufsm 2012) Aristóteles, por exemplo, falava da tragédia como catarse, pela qual a arte nos capacita a lidar com emoções universais por nos confrontar com elas e, em certo sentido, nos fazer purgá-las, ao assistirmos a um drama. Hsun Tzu achava que, de certa forma, a música reflete a harmonia da ordem divina, de modo que sabermos apreciar a música de maneira adequada nos leva a um certo insight [iluminação] da realidade última. Schopenhauer acreditava que a arte é um insight do aspecto fundamental da realidade: a vontade, isto é, o poder por trás de toda atividade do universo.
    Considere as seguintes afirmações:
    I. Para Aristóteles, a arte tem uma função preponderantemente expressiva.
    II. Para Hsun Tzu, a música tem uma função preponderantemente expressiva.
    III. Para Schopenhauer, a arte tem uma função preponderantemente expressiva.
    Está(ão) correta(s)

    1. apenas I.

    2. apenas II.

    3. apenas III.

    4. apenas I e II.

    5. apenas II e III.

  10. Questão 10

    A mais rica biblioteca, quando desorganizada, não é tão proveitosa quanto uma bastante modesta, mas bem ordenada. Da mesma maneira, uma grande quantidade de conhecimentos, quando não foi laborada por um pensamento próprio, tem muito menos valor do que uma quantidade bem mais limitada, que, no entanto, foi devidamente assimilada. Pois é apenas por meio da combinação ampla do que se sabe, por meio da comparação de cada verdade com todas as outras, que uma pessoa se apropria de seu próprio saber e o domina. Só é possível pensar com profundidade sobre o que se sabe, por isso se deve aprender algo; mas também só se sabe aquilo sobre o que se pensou com profundidade.
    A leitura não passa de um substituto do pensamento próprio. Trata-se de um modo de deixar que seus pensamentos sejam conduzidos em andadeiras por outra pessoa. Além disso, muitos livros servem apenas para mostrar quantos caminhos falsos existem e como uma pessoa pode ser extraviada se resolver segui-los. Mas aquele que é conduzido pelo gênio, ou seja, que pensa por si mesmo, que pensa por vontade própria, de modo autêntico, possui a bússola para encontrar o caminho certo.
    Assim, uma pessoa só deve ler quando a fonte dos seus pensamentos próprios seca, o que ocorre com bastante frequência mesmo entre as melhores cabeças. Por outro lado, renegar os pensamentos próprios, originais, para tomar um livro nas mãos é um pecado contra o Espírito Santo. É algo semelhante a fugir da natureza e do ar livre seja para visitar um herbário, seja para contemplar belas regiões em gravuras.
    (Adaptado de: SCHOPENHAUER, A. A arte de escrever. Trad. de Pedro Süssekind. Porto Alegre: L&PM, 2013. p. 35-38.)
    De acordo com o filósofo Schopenhauer:
    I. a leitura é o meio mais eficaz para adquirir e fixar o conhecimento.
    II. não se deve substituir os próprios pensamentos pela leitura.
    III. a leitura é uma forma de pensar conduzida por outra pessoa.

    1. Somente a afirmativa II está correta.

    2. Somente a afirmativa III está correta.

    3. As afirmativas I e II estão corretas.

    4. As afirmativas II e III estão corretas.

    5. Todas as afirmativas estão corretas.

  11. Questão 11

    Deve-se fazer de tudo para ser feliz? Essa foi a pergunta escolhida para ser um dos temas da dissertação de filosofia do baccalauréat deste ano - o exame de conclusão do equivalente ao ensino médio na França e que dá acesso à universidade. A primeira intenção, bastante evidente, era pôr o estudante diante de um dilema ético sobre as escolhas a serem feitas na busca da realização de ambições e desejos. Ou melhor, sobre os limites das iniciativas a serem tomadas nesse sentido. A vida mostra que há quem os tenha mais estreitos, mais largos, ou mesmo quem só aparente tê-los, na fronteira da psicopatia. Mas a pergunta aos alunos franceses embute uma segunda discussão: afinal de contas, o que é a felicidade?
    Na filosofia do alemão Arthur Schopenhauer, tido como o arauto do pessimismo, podemos encontrar uma das melhores compreensões do que seja a felicidade. Entre as cinquenta regras que se encontram esparsas pela obra do filósofo, destacam-se três:
    Primeira: estar ciente de que só a dor é verdadeira. Ou seja, não requer nenhuma ilusão acessória para existir. Usufruir um presente sem dor, em vez de procurar o prazer num futuro improvável, é já uma forma de ser feliz, por mais que isso possa parecer sem graça aos olhos da civilização hedonista. “O homem sábio não aspira ao deleite, e sim à ausência de sofrimento”, escreveu Schopenhauer, citando o grego Aristóteles.
    Segunda: evitar a inveja: ela tortura quem a nutre e, por esse motivo, causa infelicidade. “Você nunca será feliz enquanto se torturar por alguém ser mais feliz”, resumiu Sêneca. A crueldade apontada por Schopenhauer: “E, no entanto, nós estamos constantemente preocupados em despertar inveja”
    Terceira: ser fiel a si próprio. Seguir as características e os pensamentos que o forjaram, assim como aceitar as suas limitações, é essencial para o indivíduo resguardar-se de frustrações. Trata-se de algo difícil, porque não raro somos tentados a enveredar por caminhos estranhos a nós mesmos, mais adaptados às condições de quem invejamos. Diz o filósofo alemão: “Quando reconhecemos, claramente, e de uma vez por todas, nossas qualidades e forças, bem como nossos defeitos e fraquezas, conseguimos fixar os nossos objetivos e nos resignamos com o inatingível. Escapamos, dessa maneira, à mais terrível de todas as dores: a insatisfação com nós mesmos, essa insatisfação que é a consequência inelutável da ignorância da própria individualidade”.
    (Mario Sabino, A arte de ser feliz, Veja, 23.07.2014. Adaptado)
    É correto afirmar que as ideias de Schopenhauer sobre a felicidade

    1. estão dissociadas da busca por prazer e vinculadas ao conhecimento das próprias limitações.

    2. dependem principalmente de fatores externos à vontade do indivíduo, os quais ele não pode afastar

    3. baseiam-se em princípios éticos moralmente questionáveis, embora grande parte da sociedade os condene

    4. afastam preocupações com o presente, para focar--se no futuro, como forma de evitar frustrações.

    5. recusam o sofrimento, entendido como antinatural e negativo, apesar de inevitável nos dias atuais.

  12. Questão 12

    "O amor é o objetivo último de quase toda preocupação humana; é por isso que ele influencia nos assuntos mais relevantes, interrompe as tarefas mais sérias e por vezes desorienta as cabeças mais geniais."
    SCHOPENHAUER, A. O Mundo como Vontade e Representação.
    O amor para Schopenhauer é:

    1. é central em sua filosofia, pois explica a vontade objetivada nos seres humanos.

    2. é central em sua filosofia, pois explica como representamos o mundo.

    3. é secundário em sua filosofia, pois o pensamento e razão são manifestações mais profundas de nosso ser.

    4. é secundário em sua filosofia, pois ocupa conotação sexual e depravada.

    5. é central em sua filosofia, pois é manifestação da representação do mundo pelos sentidos.

  13. Questão 13

    _“No espaço infinito, inumeráveis esferas brilhantes. Em torno de cada uma delas giram aproximadamente uma dúzia de outras esferas menores iluminadas pelas primeiras e que, quentes em seu interior, estão cobertas de uma crosta rígida e fria sobre a qual uma cobertura lodosa deu origem a seres vivos que pensam; – eis aí a verdade empírica, o real, o mundo”._
    – SCHOPENHAUER, A. O Mundo como Vontade e como Representação
    Para Schopenhauer, ao contrário da tradição socrático-cartesiana, a razão nada mais é do que uma ilusão. Mesmo que usemos a razão para organizar as representações do mundo, a verdade nunca será cognoscível. Tendo isso em vista, o que significa a representação para o filósofo?

    1. A representação é a interpretação pessimista da realidade, que, a partir da vontade não satisfeita, gera angústia.

    2. A representação é manifestação, nos indivíduos, de suas vontades, onde cada um arremeda, dissimula e encena ações em busca de sua satisfação

    3. Para Schopenhauer a representação são o conhecimento que obtemos a partir da experiência do mundo a partir de juízos estéticos

    4. A representação se manifesta, para Schopenhauer, como fenômenos sensíveis, considerados como enganosos pelo pensador e que devem ser ignorados em nome da busca da verdade absoluta.

    5. Na concepção da realidade dualista do autor (coisa em si e fenômenos) a representação é a manifestação da vontade (que é una e transcendental) objetivada no mundo das ideias. Ou seja, a representação é o que a mente e a consciência nos permitem ver da coisa-em-si

  14. Questão 14

    (UNESP 2016) Nossa felicidade depende daquilo que somos, de nossa individualidade; enquanto, na maior parte das vezes, levamos em conta apenas a nossa sorte, apenas aquilo que temos ou representamos. Pois, o que alguém é para si mesmo, o que o acompanha na solidão e ninguém lhe pode dar ou retirar, é manifestamente mais essencial para ele do que tudo quanto puder possuir ou ser aos olhos dos outros. Um homem espiritualmente rico, na mais absoluta solidão, consegue se divertir primorosamente com seus próprios pensamentos e fantasias, enquanto um obtuso, por mais que mude continuamente de sociedades, espetáculos, passeios e festas, não consegue afugentar o tédio que o martiriza.
    (Schopenhauer. Aforismos sobre a sabedoria de vida, 2015. Adaptado.)
    Com base no texto, é correto afirmar que a ética de Schopenhauer

    1. corrobora os padrões hegemônicos de comportamento da sociedade de consumo atual.

    2. valoriza o aprimoramento formativo do espírito como campo mais relevante da vida humana.

    3. valoriza preferencialmente a simplicidade e a humildade, em vez do cultivo de qualidades intelectuais.

    4. prioriza a condição social e a riqueza material como as determinações mais relevantes da vida humana.

    5. realiza um elogio à fé religiosa e à espiritualidade em detrimento da atração pelos bens materiais.

  15. Questão 15

    (ENEM 2016) Sentimos que toda satisfação de nossos desejos advinda do mundo assemelha-se à esmola que mantém hoje o mendigo vivo, porém prolonga amanhã a sua fome. A resignação, ao contrário, assemelha-se à fortuna herdada: livra o herdeiro para sempre de todas as preocupações.
    SCHOPENHAUER, A. Aforismo para a sabedoria da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
    O trecho destaca uma ideia remanescente de uma tradição filosófica ocidental, segundo a qual a felicidade se mostra indissociavelmente ligada à

    1. a consagração de relacionamentos afetivos.

    2. administração da independência interior.

    3. fugacidade do conhecimento empírico.

    4. liberdade de expressão religiosa.

    5. busca de prazeres efêmeros.