Filosofia - Hegel e a dialética

15 questões. Resolver no Descomplica

  1. Questão 1

    Com base na filosofia hegeliana, explique o que significa espírito (geist).

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  2. Questão 2

    Explique a relação entre o ciclo vital da planta e a concepção hegeliana da realidade.

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  3. Questão 3

    Em que consiste o ser absoluto no sistema hegeliano?

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  4. Questão 4

    Em que consiste a dialética hegeliana?

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  5. Questão 5

    Cite alguns dos significados para o termo aufhebung.

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  6. Questão 6

    (Ufu, 2013 - adaptada) A dialética de Hegel

    1. envolve duas etapas, formadas por opostos encontrados na natureza (dia-noite, claro-escuro, frio-calor).

    2. é incapaz de explicar o movimento e a mudança verificados tanto no mundo quanto no pensamento.

    3. é interna nas coisas objetivas, que só podem crescer e perecer em virtude de contradições presentes nelas.

    4. é um método (procedimento) a ser aplicado ao objeto de estudo do pesquisador.

    5. é a divisão da realidade em coisa-em-si (númeno) e fenômeno.

  7. Questão 7

    (UEG, 2010 - adaptada) Hegel, prosseguindo na árdua tarefa de unificar o dualismo de Kant, substituiu o eu de Fichte e o absoluto de Schelling por outra entidade: a ideia. A ideia, para Hegel, deve ser submetida necessariamente a um processo de evolução dialética, regido pela marcha triádica da

    1. experiência, juízo e raciocínio.

    2. realidade, crítica e conclusão.

    3. matéria, forma e reflexão.

    4. tese, antítese e síntese.

    5. ironia, maiêutica e episteme.

  8. Questão 8

    (UEG 2011 - adaptada) Um dos elementos mais conhecidos da filosofia de Hegel é a dialética, baseada no pressuposto de que uma ideia (tese) produz uma ideia oposta (antítese); resultando, consequentemente, numa conciliação (síntese) entre as duas ideias opostas. Nesse sentido, ao utilizar esse princípio hegeliano para interpretar os sistemas políticos contemporâneos, percebe-se que a síntese entre os princípios do liberalismo e os do marxismo foi efetivada no

    1. Estado de bem-estar social.

    2. anarquismo de Bakunin.

    3. nazismo alemão.

    4. fascismo italiano.

    5. integralismo brasileiro.

  9. Questão 9

    (UFU, 2007 - adaptada) Heráclito de Éfeso viveu entre os séculos VI e V a. C. e sua doutrina, apesar de criticada pela filosofia clássica, foi resgatada por Hegel, que recuperou sua importante contribuição para a Dialética. Os dois fragmentos a seguir nos apresentam este pensamento.
    “Este mundo, igual para todos, nenhum dos deuses e nenhum dos homens o fez; sempre foi, é e será um fogo eternamente vivo, acendendo-se e apagando-se conforme a medida.” (fragmento 30).
    “Para as almas, morrer é transformar-se em água; para a água, morrer é transformar-se em terra. Da terra, contudo, forma-se a água, e da água a alma.” (fragmento 36).
    De acordo com o pensamento de Heráclito, marque a alternativa incorreta.

    1. As doutrinas de Heráclito e de Parmênides estão em perfeito acordo sobre a imutabilidade do ser.

    2. Para Heráclito, a ideia de que “tudo flui” significa que nada permanece fixo e imóvel.

    3. Heráclito desenvolve a ideia da harmonia dos contrários, isto é, a permanente conciliação dos opostos.

    4. A expressão “devir” é adequada para compreendermos a doutrina de Heráclito.

    5. Para Heráclito, o elemento primordial (arché) é o fogo, justamente por representar a transformação.

  10. Questão 10

    (UFSJ, 2011 - adaptada) Para Caio Prado Jr., a observação de Engels: “O núcleo que encerra as verdadeiras descobertas de Hegel... o método dialético na sua forma simples em que é a única forma justa do desenvolvimento do pensamento”, revela

    1. a herança da dialética hegeliana assumida por Karl Marx.

    2. a filosofia de Marx com sua herança escolástica partilhada por Hegel.

    3. a perspectiva dialética do Homem, que permite considerá-lo capaz de conceituar termos científicos no aspecto ou feição do Universo.

    4. o tema central da filosofia, a saber, o desenvolvimento da dialética do ser humano, fator determinante do existencialismo contemporâneo

    5. a influência da dialética socrática na medida em que busca libertar os interlocutores da doxa (opinião).

  11. Questão 11

    (UFU, 2007 - adaptada) Qual é a diferença entre o conceito de movimento histórico, em Hegel, e o de processo histórico, em Marx?

    1. Para Hegel, através do trabalho, os homens vão construindo o movimento da produção da vida material e, assim, o movimento histórico. Para Marx, a consciência determina cada época histórica, desenvolvendo o processo histórico.

    2. Para Hegel, a História pode sofrer rupturas e ter retrocessos, por isso utiliza-se do conceito de movimento da base econômica da sociedade. Marx acredita que o modo de produção encaminhe para um objetivo final, que é a concretização da Razão.

    3. Para Hegel, a História tem uma circularidade que não permite a continuidade. Para Marx, a História é construída pelo progresso da consciência dos homens que formam o processo histórico.

    4. Para Hegel, a História é teleológica, a Razão caminha para o conceito de si mesma, em si mesma. Marx não tem uma visão linear e progressiva da História, sendo que, para ele, ela é processo, depende da organização dos homens para a superação das contradições geradas na produção da vida material, para transformar ou retroceder historicamente.

    5. Para Hegel, a história é guiada por uma vontade cega e irracional, e nós a percebemos por meio de representações. Para Marx, o Estado não deve interferir nas transações comerciais, dando liberdade para os cidadãos negociarem de acordo com os seus próprios interesses.

  12. Questão 12

    (UFU, 2011 - adaptada) Conforme Arruda e Aranha, o materialismo de Karl Marx diferencia-se do materialismo mecanicista. Analisando estas diferenças as autoras concluem:
    [...] segundo o materialismo dialético, o espírito não é consequência passiva da ação da matéria, podendo reagir sobre aquilo que determina. Ou seja, o conhecimento do determinismo liberta o homem por meio da ação deste sobre o mundo, possibilitando inclusive a ação revolucionária.
    ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando. São Paulo, Ed. Moderna, 2000, p. 241.
    Com base em seus conhecimentos e nas informações acima, assinale a alternativa correta.

    1. Diferentemente dos idealistas, Marx considera que as manifestações espirituais humanas derivam da estrutura material ou econômica da sociedade, mas não de modo absoluto, pois o espírito pode se libertar.

    2. Como em Marx, a estrutura material ou econômica determina as manifestações do espírito, que será, em consequência, sempre passivo diante desta estrutura.

    3. Marx entende que o espírito é resultado da estrutura material ou econômica da sociedade, por isso jamais pode modificá-la.

    4. A dialética materialista de Marx sintetiza os momentos da realização da razão na história e não o agir histórico que realiza os conteúdos da razão.

    5. Marx critica o conceito hegeliano de espírito, uma vez que, para ele, a religião é o ópio do povo.

  13. Questão 13

    (UNESP 2017) A genuína e própria filosofia começa no Ocidente. Só no Ocidente se ergue a liberdade da autoconsciência. No esplendor do Oriente desaparece o indivíduo; só no Ocidente a luz se torna a lâmpada do pensamento que se ilumina a si própria, criando por si o seu mundo. Que um povo se reconheça livre, eis o que constitui o seu ser, o princípio de toda a sua vida moral e civil. Temos a noção do nosso ser essencial no sentido de que a liberdade pessoal é a sua condição fundamental, e de que nós, por conseguinte, não podemos ser escravos. O estar às ordens de outro não constitui o nosso ser essencial, mas sim o não ser escravo. Assim, no Ocidente, estamos no terreno da verdadeira e própria filosofia.
    (Hegel. Estética, 2000. Adaptado.)
    De acordo com o texto de Hegel, a filosofia

    1. visa ao estabelecimento de consciências servis e
      representações homogêneas.

    2. é compatível com regimes políticos baseados na censura e na opressão.

    3. valoriza as paixões e os sentimentos em detrimento
      da racionalidade.

    4. é inseparável da realização e expansão de potenciais
      de razão e de liberdade.

    5. fundamenta-se na inexistência de padrões universais
      de julgamento.

  14. Questão 14

    (UFPA, 2009) No início do século XIX, mais precisamente com Hegel, a arte é concebida no interior do domínio do absoluto, isto é, da verdade enquanto tal e dos elementos que a expõem.
    Tendo em vista essa concepção, é correto afirmar:

    1. O absoluto não se expressa, de uma vez por todas, no domínio artístico.

    2. Ao apresentar o absoluto sob forma sensível, isto é, concreta e singular, a obra de arte não efetiva a transfiguração da realidade.

    3. Na atividade artística, apenas alguns de seus traços essenciais estão ligados ao ser verdadeiro.

    4. A beleza é, enquanto produto da arte, manifestação sensível do absoluto.

    5. Na arte, a totalidade que se torna aparição cumpre suficientemente suas determinações.

  15. Questão 15

    "A filosofia de Hegel constitui, assim, exemplo de um grandioso e radical investimento especulativo, qualificado como ideia de liberdade. Ao mesmo tempo em que tem a pretensão de analisar a liberdade segundo um modo conceitual (lógico-ontológico), quer, também, compreendê-la como uma forma histórica de sua manifestação. Ou, dito de outro modo, sem abandonar o seu caráter autorreferencial (subjetivo), o filósofo pretende efetivá-la na sua necessária forma institucional (objetiva). (...) Se a liberdade subjetiva não alcançar essa dimensão e se circunscrever no âmbito dos interesses e desejos particulares dos indivíduos nas suas relações privadas, o próprio princípio da liberdade se vê ameaçado.
    MARÇAL, J. [org.] Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED-PR, 2009. p. 309.
    Com base na citação anterior, assinale o que for correto.

    1. O livre arbítrio constitui uma ameaça para a realização da liberdade.

    2. A liberdade deve ser pensada em dois planos distintos: o primeiro, autorreferencial ou subjetivo; e o segundo, institucional ou objetivo.

    3. A efetividade do Estado e das instituições sociais constitui um obstáculo para os desejos particulares dos indivíduos.

    4. O exercício da liberdade não é característico de um processo historicamente definido.

    5. A liberdade é uma síntese da religião com o autoconhecimento.