Extensivo Enem - Bauman

10 questões. Resolver no Descomplica

  1. Questão 1

    Zygmunt Bauman e Tim May afirmam que a Sociologia “é uma disciplina dinâmica e progressiva, produzindo permanentemente novos estudos – o que, aliás, não surpreende, considerando que nossa vida muda de várias maneiras e de diferentes momentos” (p. 8). Diante do exposto por esses autores contemporâneos e de seus estudos de Sociologia, assinale a alternativa CORRETA.

    1. A Sociologia contribui para o pensar de forma individual e auxilia a nos distanciar das redes de relações sociais.

    2. A Sociologia estuda processos sociais, funções, normas e ações individuais, bem como analisa as estruturas presentes na sociedade.

    3. A Sociologia contribui para a produção de uma visão acrítica dos fenômenos sociais.

    4. Por ser uma ciência da pós-modernidade, a Sociologia procura respostas sobre a complexidade social, apontando situações a serem analisadas em sociedade.

    5. Pelo fato da Sociologia ser uma ciência do século XIX, não podemos considera-la como pós-moderna.

  2. Questão 2

    (Unioeste, 2012) Segundo Zygmunt Bauman, a Sociologia é constituída por um conjunto considerável de conhecimentos acumulados ao longo da história. Pode-se dizer que a sua identidade forma-se na distinção com o chamado senso comum. Considerando que a Sociologia estabelece diferenças com o senso comum e estabelece uma fronteira entre o pensamento formal e o senso comum, é correto afirmar que

    1. a Sociologia se distingue do senso comum por fazer afirmações corroboradas por evidências não verificáveis, baseadas em ideias não previstas e não testadas.

    2. o pensar sociologicamente caracteriza-se pela descrença na ciência e pouca fidedignidade de seus argumentos. O senso comum, ao contrario, evita explicações imediatas ao conservar o rigorcientífico dos fenômenos sociais.

    3. pensar sociologicamente é não ultrapassar o nível de nossas preocupações diárias e expressões cotidianas, enquanto o senso comum preocupa-se com a historicidade dos fenômenos sociais.

    4. o pensamento sociológico se distingue do senso comum na explicação de alguns eventos e circunstâncias, ou seja, enquanto o senso comum se preocupa em analisar e cruzar diversos conhecimentos, a Sociologia se preocupa apenas com as visões particulares do mundo.

    5. um dos papéis centrais desempenhados pela Sociologia é a desnaturalização das concepções ou explicações dos fenômenos sociais, conservando o rigor original exigido no campo cientifico.

  3. Questão 3

    (UENP 2011)
    Texto 01
    “A insegurança ambiente concentra-se no medo pela segurança pessoal; que por sua vez aguça ainda mais a figura ambígua e imprevisível do estranho. Estranho na rua, gatuno perto de casa… Alarmes contra assalto, bairros vigiados e patrulhados, condomínios fechados, tudo isso serve ao mesmo propósito: manter os estranhos afastados. A prisão é apenas a mais radical dentre muitas medidas — diferente do resto pelo suposto grau de eficiência, não por sua natureza. As pessoas que cresceram numa cultura de alarmes contra ladrões tendem a ser entusiastas naturais das sentenças de prisão e de condenações cada vez mais longas. Tudo combina muito bem e restaura a lógica ao caos da existência.”
    <p style="text-align: right;font-size:9pt;"><strong> (Zygmunt Bauman. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999)</strong></p>
    Texto 02
    “Depois de vinte anos sem prestar atenção nas consequências sociais e humanas de um capitalismo global incontido, o presidente do Banco Mundial chegou à conclusão de que, para a maior parte da população mundial, a palavra ‘globalização’ sugere ‘medo e insegurança’ em vez de ‘oportunidade e inclusão’.”
    <p style="text-align: right;font-size:9pt;"><strong> (Eric Hobsbawn, Globalização, democracia e terrorismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007)</strong></p>
    Texto 03
    “Entre os jovens, cada vez mais prevalece o ‘cada um por si’. Mais do que a amizade, são redes de cumplicidade que orientam a busca da sobrevivência, a abstenção da balbúrdia política. A sociedade pretensamente sem classes resulta num egoísmo cheio de cautela. Tal como o capitalismo. Isso significa que as ‘derivações’, para falar como Pareto, têm pouca influência e o homem continua a ser o que é (mais hobbesiano e menos rousseauísta), sejam quais forem o sistema político e a ideologia que o legitimam.”
    <p style="text-align: right;font-size:9pt;"><strong> (Gerard Vincent, Uma história do segredo? São Paulo: Companhia das Letras, 2009)</strong></p>
    A cultura contemporânea é marcada pelo medo do outro, pelo egoísmo e pela intolerância; é possível identificar, ainda, uma ideologia que é caracterizada pela ausência de fraternidade, pela desintegração dos laços humanos e pela solidão. Entre as principais críticas relacionadas a essa problemática (guerra civil, democracia e exclusão) estão as queixas ao sistema representativo, as queixas de direito e justiça, as queixas econômicas. Sobre o tema assinale a alternativa incorreta.

    1. O ceticismo quanto à política – sobretudo a democracia – acompanha esta mesma linha de raciocínio. As relações autônomas minoram a criação de uma identidade e os direitos já reconhecidos, poucas vezes são efetivados. A solidão cresce na mesma proporção da atitude cética.

    2. Embora haja medo do outro, as culturas de um modo geral estão se abrindo para acolher o diferente, e isso pode ser percebido tanto na Europa, com relação ao mulçumano, quanto no Brasil, com relação aos negros e indígenas, por exemplo.

    3. As queixas de representatividade se dirigem tanto às distorções de representação internas de cada Estado, quanto externas, voltadas a atacar as distorções de representatividade existentes na Organização das Nações Unidas, por exemplo.

    4. As queixas de direito e justiça ocorrem porque, a despeito de serem frequentemente reconhecidos nas constituições nacionais, não são efetivados especialmente no tocante aos grupos minoritários, isso tanto no mundo desenvolvido quanto no mundo subdesenvolvido, o que tem colaborado para o aumento do número de movimentos que têm por escopo a reivindicação de direitos, ou da efetivação dos já reconhecidos.

    5. Quanto às queixas econômicas, diga-se que estão relacionadas ao alcance da pobreza no mundo de hoje. Embora presente no mundo todo, ela é distribuída de forma desigual, de acordo com critérios de raça, etnia e gênero. Por exemplo, encontram-se no sul da Ásia e na África subsaariana aproximadamente 70% da população mundial que vivem com menos de um dólar por dia.

  4. Questão 4

    Como observam os pesquisadores do Instituto de Estudos Avançados da Cultura da Universidade de Virgínia, os executivos globais que entrevistaram “vivem e trabalham num mundo feito de viagens entre os principais centros metropolitanos globais – Tóquio, Nova York, Londres e Los Angeles. Passam não menos do que um terço de seu tempo no exterior. Quando no exterior, a maioria dos entrevistados tende a interagir e socializar com outros globalizados… Onde quer que vão, hotéis, restaurantes, academias de ginástica, escritórios e aeroportos são virtualmente idênticos. Num certo sentido habitam uma bolha sociocultural isolada das diferenças mais ásperas entre diferentes culturas nacionais… São certamente cosmopolitas, mas de maneira limitada e isolada.” […] A mesmice é a característica mais notável, e a identidade cosmopolita é feita precisamente da uniformidade mundial dos passatempos e da semelhança global dos alojamentos cosmopolitas, e isso constrói e sustenta sua secessão coletiva em relação à diversidade dos nativos. Dentro de muitas ilhas do arquipélago cosmopolita, o público é homogêneo, as regras de admissão são estrita e meticulosamente (ainda que de modo informal) impostas, os padrões de conduta precisos e exigentes, demandando conformidade incondicional. Como todas as “comunidades cercadas”, a probabilidade de encontrar um estrangeiro genuíno e de enfrentar um genuíno desafio cultural é reduzida ao mínimo inevitável; os estranhos que não podem ser fisicamente removidos por causa do teor indispensável dos serviços que prestam ao isolamento e autocontenção ilusória das ilhas cosmopolitas são culturalmente eliminados – jogados para o fundo “invisível” e “tido como certo”.
    (BAUMAN, Z. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. p. 53-55.)
    De acordo com o texto, é correto afirmar que a globalização estimulou

    1. a disseminação do cosmopolitismo, que rompe as fronteiras étnicas, quando todos são viajantes.

    2. um novo tipo de cosmopolitismo, que reforça o etnocentrismo de classe e de origem étnica.

    3. a interação entre as culturas nativas, as classes e as etnias, alargando o cosmopolitismo dos viajantes de negócio.

    4. o desenvolvimento da alteridade através de uma cultura cosmopolita dos viajantes de negócios.

    5. a emergência de um novo tipo de viajantes de negócios, envolvidos com as comunidades e culturas nativas dos países, onde se hospedam.

  5. Questão 5

    As relações amorosas, após os anos de 1960/1980, tenderam a facilitar os contatos feitos e desfeitos imediatamente, gerando uma gama de possibilidades de parceiros e experimentos de prazer. Essa forma de contato amoroso tem sido denominada pelos jovens como “ficar”. Assim, em uma festa pode-se “ficar” com vários parceiros ou durante um tempo “ir ficando” em diferentes situações, sem que isso se configure em compromisso, namoro ou outra modalidade institucional de relação. Os processos sociais que provocaram as mudanças nas relações amorosas, bem como suas consequências para o indivíduo e para a sociedade, têm sido problematizados por vários cientistas sociais. Assinale a alternativa em que o texto explica os sentidos das relações amorosas descritas acima.

    1. “Hoje as artes de expressão não são as únicas que se propõem às mulheres; muitas delas tentam atividades criadoras. A situação da mulher predispõe-na a procurar uma salvação na literatura e na arte. Vivendo à margem do mundo masculino, não o apreende em sua figura universal e sim através de uma visão singular; ele é para ela, não um conjunto de utensílios e conceitos e sim uma fonte de sensações e emoções; ela interessa-se pelas qualidades das coisas no que têm de gratuito e secreto [...]”.
      (BEAUVOIR, S. O segundo sexo. 5 ed. São Paulo: Nova Fronteira, 1980. p. 473.)

    2. “Hoje, no entanto, existe uma renovação, o que significa dizer que os cientistas, quando chegam através do seu conhecimento a esses problemas fundamentais, tentam por si próprios compreendê-los e fazem um apelo à sua própria reflexão. Nos próximos anos, por exemplo, após as experiências do Aspecto, a discussão sobre o espaço e sobre o tempo – problemas filosóficos – vai ser retomada”.
      (MORIN, E. A inteligência da complexidade. 2. ed. São Paulo: Peirópolis, 2000. p. 37.)

    3. “Nova era demográfica de declínio populacional não catastrófico pode estar alvorecendo. Fome, epidemias, enchentes, vulcões e guerras cobraram seu preço no passado, mas que grandes populações não se reproduzam por escolha individual é uma mudança histórica notável. Na Europa Ocidental, esse padrão está se estabelecendo em tempos de paz, sob condições de grande prosperidade, embora, sejam ainda visíveis oscilações conjunturais, significativas na depressão escandinava do início dos anos de 1990.”
      (THERBORN, G. Sexo e poder. São Paulo: Contexto, 2006. p. 446).

    4. “É assim numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto para o uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a ’experiência amorosa’ à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforço.
      (BAUMAN, Z. Amor líquido. Rio de Janeiro: Zahar, 2004. p.21-22).

    5. “Viver na grande metrópole significa enfrentar a violência que ela produz, expande e exalta, no mesmo pacote em que gera e acalenta as criações mais sublimes da cultura.[...] Nesse sentido, talvez a primeira violência de que somos vítima, já no início do dia, é o jornalismo, sempre muito sequioso de retratar e reportar, nos mínimos detalhes, o que de mais contundente e chocante a humanidade produziu no dia anterior [...]”.
      (NAFFAH NETO, A. Violência e ressentimento. In: CARDOSO, I. et al (Orgs). Utopia e mal-estar na cultura. São Paulo: Hucitec, 1997. p. 99.)

  6. Questão 6

    (UEM, 2017 – adaptada) “Ver TV é um dos principais deveres do sociólogo. É ali, no mundo tal como ele é visto na TV, que a maioria das pessoas passa boa parte de suas vidas e adquire grande parcela de seu conhecimento do mundo. O Lebenswelt [mundo em que vivemos], o principal objeto de nosso estudo e o principal alvo de nossas mensagens, estaria dolorosamente incompleto hoje se fosse privado dos ingredientes fornecidos pela TV on-line. Recusar-se a ver TV equivale a dar as costas a uma parte considerável, e ainda em crescimento, da experiência humana contemporânea. Essa é uma consideração que deveria orientar e ditar a seleção daquilo que os sociólogos devem ver, e não, lamentavelmente, sua estética ou outras preferências voltadas para a busca do prazer. Mas quem disse que o trabalho dos sociólogos deve ser – está fadado a ser – invariavelmente prazeroso?”.
    <p style="text-align: right;font-size:9pt;"><strong> (BAUMAN, Z. P. Para que serve a sociologia? Diálogos com Michael Hviid Jacobsen e Keith Tester.
    Rio de Janeiro: Zahar, 2015, p. 129 e 130).</strong></p>
    A partir do texto acima e de teorias sociológicas sobre mídias, publicidade e consumo, assinale o que for correto.

    1. A televisão, em nossa sociedade, está relacionada ao entretenimento, o que anula o interesse de qualquer pesquisa objetiva sobre a sociedade a partir de sua observação.

    2. A análise sociológica de telejornais, telenovelas, programação infantil, pode enfocar os indivíduos em situação de vulnerabilidade intelectual.

    3. Pesquisar programas televisivos é algo irrelevante para a sociologia contemporânea devido à baix qualidade da programação.

    4. Considerando o caráter subjetivo da pesquisa sociológica, seus praticantes devem se ocupar apenas daquilo que lhes seja agradável.

    5. O papel social da TV como meio de expressão, canal midiático e mediador de publicidade e consumo, a torna um fenômeno sociologicamente relevante.

  7. Questão 7

    (UCS 2018) Conceito central do pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1925-2017), a “modernidade líquida” seria o momento histórico que se vive atualmente, em que as instituições, as ideias e as relações estabelecidas entre as pessoas se transformam de maneira muito rápida e imprevisível: “Tudo é temporário, a modernidade – tal como os líquidos – caracteriza-se pela incapacidade de manter a forma”.
    Para melhor compreender a modernidade líquida, é preciso voltar ao período que a antecedeu, chamado por Bauman de modernidade sólida, que está associada aos conceitos de comunidade e laços de identificação entre as pessoas, que trazem a ideia de perenidade e a sensação de segurança. Na era sólida, os valores transformavam-se em ritmo lento e previsível. Assim, tinham-se algumas certezas e a sensação de controle sobre o mundo – sobre a natureza, a tecnologia, a economia, por exemplo.
    Alguns acontecimentos da segunda metade do século XX, como a instabilidade econômica mundial, o surgimento de novas tecnologias e a globalização, contribuíram para o enfraquecimento da ideia de controle sobre os processos do mundo, trazendo incertezas quanto à capacidade de adequação aos novos padrões sociais, que se liquefazem e mudam constantemente. Nessa passagem do mundo sólido ao líquido, Bauman chama atenção para a liquefação das formas sociais: o trabalho, a família, o engajamento político, o amor, a amizade e, por fim, a própria identidade. Essa situação produz angústia, ansiedade constante e o medo líquido: temor do desemprego, da violência, do terrorismo, de ficar para trás, de não se encaixar nesse novo mundo.
    Assim, duas das características da modernidade líquida são a substituição da ideia de coletividade e de solidariedade pelo individualismo; e a transformação do cidadão em consumidor. Nesse contexto, as relações afetivas se dão por meio de laços momentâneos e volúveis e tornam-se superficiais e pouco seguras (amor líquido). No lugar da vida em comunidade e do contato próximo e pessoal, privilegiam-se as chamadas conexões, relações interpessoais que podem ser desfeitas com a mesma facilidade com que são estabelecidas, assim como mercadorias que podem ser adquiridas e descartadas. Exemplo disso seriam os relacionamentos virtuais em redes sociais.
    A modernidade líquida, no entanto, não se confunde com a pós-modernidade, conceito do qual Bauman é crítico. De acordo com ele, não há pós-modernidade (no sentido de ruptura ou superação), mas sim uma continuação da modernidade (o núcleo capitalista se mantém) com uma lógica diferente – a fixidez da época anterior é substituída pela volatilidade, sob o domínio do imediato, do individualismo e do consumo..
    Com base no texto, é correto afirmar que:

    1. a possibilidade de manter a economia mundial estável, o surgimento de novas tecnologias e a capacidade de adequação do ser humano aos novos padrões sociais, que se liquefazem e mudam constantemente, contribuem para a redução de sentimentos como a angústia, a ansiedade e o medo.

    2. o conceito de modernidade líquida traz a palavra “liquidez” de modo metafórico para referir-se ao momento atual, em que as instituições, as ideias e as relações estabelecidas entre as pessoas são perenes e transformam-se de maneira previsível.

    3. o sociólogo polonês Bauman entende que, na época atual, o ritmo incessante das transformações gera angústias e incertezas e dá lugar a uma nova lógica, pautada pelo individualismo e pelo consumo.

    4. o conceito de modernidade líquida pressupõe a substituição da ideia de coletividade e de solidariedade pelo individualismo; assim, as conexões e os relacionamentos virtuais perdem lugar para a vida em comunidade que privilegia o contato próximo e pessoal.

    5. a pós-modernidade, que segundo Bauman só poderia existir com a manutenção do núcleo capitalista, consolidaria o consumo e a solidariedade, mas romperia com a ideia de individualidade.

  8. Questão 8

    (UEM, 2016 – adaptada) “Mas a vocação da sociologia é fornecer orientação em um mundo reconhecidamente em mudança. E essa vocação só pode ser realizada delineando-se as mudanças e suas consequências, assim como investigando as estratégias de vida adequadas para lidar com suas exigências. Creio que um mundo que exige uma reorientação contínua é o hábitat natural da pesquisa sociológica e dos serviços que a sociologia pode e deve oferecer”.
    <p style="text-align: right;font-size:9pt;"><strong>(BAUMAN, Z. Para que serve a sociologia? Rio de Janeiro: Zahar, 2015, p. 59).</strong></p>
    Considerando o texto citado e conhecimentos sobre o surgimento e a institucionalização das Ciências Sociais, assinale o que for incorreto.

    1. Uma das tarefas da sociologia é mostrar como os problemas pessoais estão interligados aquestões de ordem pública e coletiva.

    2. A sociologia se constitui num tipo de conhecimento relevante tanto para os cientistas e especialistas quanto para todos aqueles afetados pelos resultados de suas pesquisas, ou seja, o grande público.

    3. A sociologia é um conhecimento originário do mundo contemporâneo e, como tal, se mostra necessária para entender as novas formas de interação e comunicação da pós-modernidade.

    4. O pensamento sociológico e as metodologias por
      ele empregadas não utilizam recursos matemáticos ou estatísticos na constituição de análises sobre a história e a estrutura social de grupos ou nações.

    5. A sociologia é uma ciência, portanto estabelece problemas, dúvidas e questionamentos sobre a realidade. Por isso, ela é também uma forma de consciência, na medida em que permite desenvolver uma nova perspectiva sobre o próprio mundo em que vivemos.

  9. Questão 9

    (UNESP 2015)
    Texto 1
    O livro Cultura do narcisismo, escrito por Christopher Lasch em 1979, é um clássico. O texto de Lasch mostra como o que era diagnosticado como patologia narcísica ou limítrofe nos anos 50 torna-se uma espécie de “normalidade compulsória” depois de duas décadas. Para que alguém seja considerado “bem-sucedido”, é trivialmente esperado que manipule sua própria imagem como se fosseum personagem, com a consequente perda do sentimento de autenticidade.
    <div style="text-align: right;">
    <div>
    <span style="font-size:12px;"><strong>(Christian Dunker. &ldquo;A cultura da indiferen&ccedil;a&rdquo;. www.mentecerebro.com.br. Adaptado.)</strong></span></div>
    </div>
    Texto 2
    Zigmunt Bauman: Afastar-se da percepção de mundo consumista e do tipo de atitude individualista contra o mundo e as pessoas não é uma questão a ponderar, mas uma obrigação determinada pelos limites de sustentabilidade desse modelo da vida que pressupõe a infinidade de crescimento econômico. Segundo esse modelo, a felicidade está obrigatoriamente vinculada ao acesso a lojas e ao consumo
    <div style="text-align: right;">
    <div>
    <span style="font-size:12px;"><strong>(&ldquo;Lojas s&atilde;o al&iacute;vio a curto prazo, diz o soci&oacute;logo Zigmunt Bauman&rdquo;. www.mentecerebro.com.br. Adaptado.)</strong></span></div>
    </div>
    Consideramos os textos, é correto afirmar que:

    1. para Bauman, as diretrizes liberais de crescimento econômico ilimitado prescindem de reflexão ética.

    2. ambos tratam do irracionalismo subjacente aos critérios de normalidade e de felicidade.

    3. a “cultura do narcisismo” apresenta um estilo de vida incompatível com a mentalidade consumista.

    4. a patologia narcísica analisada por Lasch é um fenômeno restrito ao domínio psiquiátrico.

    5. ambos abordam problemas historicamente superados pelas sociedades ocidentais modernas.

  10. Questão 10

    (UEMA 2015) O sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro Globalização: as consequências humanas, afirma que a ‗globalização‘ tem sido apresentada como o destino irremediável do mundo, mas que, no fenômeno da globalização, há mais coisas do que pode o olho apreender, pois o fenômeno da globalização tanto divide como une.
    Fonte: BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. (adaptado)
    Essa crítica do autor é, também, expressa em outras linguagens como na charge abaixo.

    Com base na charge e nas ideias de Zygmunt Bauman, pode-se afirmar que o fenômeno da globalização

    1. seleciona povos, países e setores que serão inseridos no processo, determinando a forma da inserção.

    2. uniformiza todos os países e atinge a todos da mesma maneira, sem distinção de etnia, credo e ideologia.

    3. distribui igualmente entre povos e países os produtos advindos do desenvolvimento econômico e tecnológico.

    4. transforma as nações em uma só, criando uma verdadeira ―aldeia global‖, na qual todos os povos são iguais.

    5. padroniza o mundo social, cultural, política e economicamente, reduzindo as desigualdades entre as nações.