Exercícios sobre Platão e Aristóteles

10 questões. Resolver no Descomplica

  1. Questão 1

    Leia o texto para responder à questão.
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    Platão:
    A massa popular é assimilável por natureza a um animal escravo de suas paixões e de seus interesses passageiros, sensível à lisonja, inconstante em seus amores e seus ódios; confiar-lhe o poder é aceitar a tirania de um ser incapaz da menor reflexão e do menor rigor. Quanto às pretensas discussões na Assembleia, são apenas disputas contrapondo opiniões subjetivas, inconsistentes, cujas contradições e lacunas traduzem bastante bem o seu caráter insuficiente.

    (Citado por: CHATELET, F. História das Ideias Políticas. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 17)

    Os argumentos de Platão, filósofo grego da antiguidade, evidenciam uma forte crítica à:
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    1. oligarquia

    2. república

    3. democracia

    4. monarquia

    5. plutocracia

  2. Questão 2

    <p style="text-align: justify;">&ldquo;Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais &eacute; desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim ser&aacute; o bem, ou antes, o sumo bem. Mas n&atilde;o ter&aacute; o conhecimento, porventura, grande influ&ecirc;ncia sobre essa vida? Se assim &eacute;, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ci&ecirc;ncias ou faculdades constitui o objeto. Ningu&eacute;m duvidar&aacute; de que o seu estudo perten&ccedil;a &agrave; arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a pol&iacute;tica mostra ser dessa natureza, pois &eacute; ela que determina quais as ci&ecirc;ncias que devem ser estudadas num Estado, quais s&atilde;o as que cada cidad&atilde;o deve aprender, e at&eacute; que ponto; e vemos que at&eacute; as faculdades tidas em maior apre&ccedil;o, como a estrat&eacute;gia, a economia e a ret&oacute;rica, est&atilde;o sujeitas a ela. Ora, como a pol&iacute;tica utiliza as demais ci&ecirc;ncias e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que n&atilde;o devemos fazer, a finalidade dessa ci&ecirc;ncia deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade ser&aacute; o bem humano.&rdquo;</p>
    <p style="text-align: right;"><br />
    <strong>ARIST&Oacute;TELES. &Eacute;tica a Nic&ocirc;maco. In: Pensadores. S&atilde;o Pauto: Nova Cultural, 1991 (adaptado).</strong></p>
    <p style="text-align: justify;"><br />
    Para Arist&oacute;teles, a rela&ccedil;&atilde;o entre o sumo bem e a organiza&ccedil;&atilde;o da p&oacute;lis pressup&otilde;e que</p>

    1. o bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses.

    2. o sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade.

    3. a política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade.

    4. a educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente.

    5. a democracia protege as atividades políticas necessárias para o bem comum.

  3. Questão 3

    (Enem PPL, 2016) Estamos, pois, de acordo quando, ao ver algum objeto, dizemos: "Este objeto que estou vendo agora tem tendências para assemelhar-se a um outro ser, mas, por ter defeitos, não consegue ser tal como o ser em questão, e lhe é, pelo contrário, inferior". Assim, para podermos fazer estas reflexões, é necessário que antes tenhamos tido ocasião de conhecer esse ser de que se aproxima o dito objeto, ainda que imperfeitamente.
    <p style="text-align: right;font-size:9pt;"><strong>
    ‌PLATÃO, Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972.</strong></p>
    Na epistemologia platônica, conhecer um determinado objeto implica

    1. estabelecer semelhanças entre o que é observado em momentos distintos.

    2. comparar o objeto observado com uma descrição detalhada dele.

    3. descrever corretamente as características do objeto observado.

    4. fazer correspondência entre o objeto observado e seu ser.

    5. identificar outro exemplar idêntico ao observado.

  4. Questão 4

    Leia os textos a seguir.
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    A arte de imitar está bem longe da verdade, e se executa tudo, ao que parece, é pelo facto de atingir apenas uma pequena porção de cada coisa, que não passa de uma aparição.
    Adaptado de: PLATÃO. A República. 7.ed. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1993. p.457.
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    O imitar é congênito no homem e os homens se comprazem no imitado.
    Adaptado de: ARISTÓTELES. Poética. 4.ed. Trad. De Eudoro de Souza. São Paulo: Nova Cultural, 1991. p.203. Coleção “Os Pensadores”.

    A partir da interpretação dos textos, assinale a alternativa correta.

    1. Para Platão, a obra do artista é cópia de coisas fenomênicas, um exemplo particular e, por isso, algo inadequado e inferior, tanto em relação aos objetos representados quanto às ideias universais que os pressupõem.

    2. Para Platão, as obras produzidas pelos poetas, pintores e escultores representam perfeitamente a verdade e a essência do plano inteligível, sendo a atividade do artista um fazer nobre, imprescindível para o engrandecimento da pólis e da filosofia.

    3. Na compreensão de Aristóteles, a arte se restringe à reprodução de objetos existentes, o que veda o poder do artista de invenção do real e impossibilita a função caricatural que a arte poderia assumir ao apresentar os modelos de maneira distorcida.

    4. Aristóteles concebe a mímesis artística como uma atividade que reproduz passivamente a aparência das coisas, o que impede ao artista a possibilidade de recriação das coisas segundo uma nova dimensão.

    5. Aristóteles se opõe à concepção de que a arte é imitação e entende que a música, o teatro e a poesia são incapazes de provocar um efeito benéfico e purificador no espectador.

  5. Questão 5

    (UEL 2015) É pois manifesto que a ciência a adquirir é a das causas primeiras (pois dizemos que conhecemos cada coisa somente quando julgamos conhecer a sua primeira causa); ora, causa diz-se em quatro sentidos: no primeiro, entendemos por causa a substância e a essência (o “porquê” reconduz-se pois à noção última, e o primeiro “porquê” é causa e princípio); a segunda causa é a matéria e o sujeito; a terceira é a de onde vem o início do movimento; a quarta causa, que se opõe à precedente, é o “fim para que” e o bem (porque este é, com efeito, o fim de toda a geração e movimento).
    Adaptado de: ARISTÓTELES. Metafísica. Trad. De Vincenzo Cocco. São Paulo: Abril S. A. Cultural, 1984. p.16. (Coleção Os Pensadores.)
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    Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que indica, corretamente, a ordem em que Aristóteles apresentou as causas primeiras.
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    1. Causa final, causa eficiente, causa material e causa formal.

    2. Causa formal, causa material, causa final e causa eficiente.

    3. Causa formal, causa material, causa eficiente e causa final.

    4. Causa material, causa formal, causa eficiente e causa final.

    5. Causa material, causa formal, causa final e causa eficiente

  6. Questão 6

    Leia o texto a seguir.
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    Tudo isso ela [Diotima] me ensinava, quando sobre as questões de amor [eros] discorria, e uma vez ela me perguntou: – que pensas, ó Sócrates, ser o motivo desse amor e desse desejo? A natureza mortal procura, na medida do possível, ser sempre e ficar imortal. E ela só pode assim, através da geração, porque sempre deixa um outro ser novo em lugar do velho; pois é nisso que se diz que cada espécie animal vive e é a mesma. É em virtude da imortalidade que a todo ser esse zelo e esse amor acompanham.
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    (Adaptado de: PLATÃO. O Banquete. 4.ed. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p.38-39. Coleção Os Pensadores.)
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    Com base no texto e nos conhecimentos sobre o amor em Platão, assinale a alternativa correta.

    1. A aspiração humana de procriação, inspirada por Eros, restringe-se ao corpo e à busca da beleza física.

    2. O eros limita-se a provocar os instintos irrefletidos e vulgares, uma vez que atende à mera satisfação dos apetites sensuais.

    3. O eros físico representa a vontade de conservação da espécie, e o espiritual, a ânsia de eternização por obras que perdurarão na memória.

    4. O ser humano é idêntico e constante nas diversas fases da vida, por isso sua identidade iguala-se à dos deuses.

    5. Os seres humanos, como criação dos deuses, seguem a lei dos seres infinitos, o que lhes permite eternidade.

  7. Questão 7

    A felicidade é portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade.
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    ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010.
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    Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como

    1. busca por bens materiais e títulos de nobreza.

    2. plenitude espiritual a ascese pessoal.

    3. finalidade das ações e condutas humanas.

    4. conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.

    5. expressão do sucesso individual e reconhecimento público.

  8. Questão 8

    (Enem, 2012) Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente.
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    <p style="text-align: right;font-size:9pt;"><strong>
    ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).</strong></p>
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    O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427–346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?

    1. Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.

    2. Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.

    3. Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.

    4. Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.

    5. Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.

  9. Questão 9

    (Enem, 2012) "Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer justificá-las racionalmente, pode-se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que uma outra atitude intelectual foi experimentada, a de adotar crenças com base em razões e evidências e questionar tudo o mais a fim de descobrir seu sentido último."
    <p style="text-align: right;font-size:9pt;"><strong>
    ‌ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002.</strong></p>

    Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à
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    1. adoção da experiência do senso comum como critério de verdade.

    2. incapacidade de a razão confirmar o conhecimento resultante de evidências empíricas.

    3. pretensão de a experiência legitimar por si mesma a verdade.

    4. defesa de que a honestidade condiciona a possibilidade de se pensar a verdade.

    5. compreensão de que a verdade deve ser justificada racionalmente.

  10. Questão 10

    No contexto da Filosofia Clássica, Platão e Aristóteles possuem lugar de destaque. Suas concepções, que se opõem, mas não se excluem, são amplamente estudadas e debatidas devido à influência que exerceram, e ainda exercem, sobre o pensamento ocidental. Todavia é necessário salientar que o produto dos seus pensamentos se insere em uma longa tradição filosófica que remonta a Parmênides e Heráclito e que influenciou, direta ou indiretamente, entre outros, os racionalistas, empiristas, Kant e Hegel.
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    Observando o cerne da filosofia de Platão, assinale nas opções abaixo aquela que se identifica corretamente com suas concepções.
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    1. A dicotomia aristotélica (mundo sensível X mundo inteligível) se opõe radicalmente as concepções de caráter empírico defendidas por Platão.

    2. A filosofia platônica é marcada pelo materialismo e pragmatismo, afastando-se do misticismo e de conceitos transcendentais.

    3. Segundo Platão a verdade é obtida a partir da observação das coisas, por meio da valorização do conhecimento sensível.

    4. Para Platão, a realidade material e o conhecimento sensível são ilusórios.

    5. As concepções platônicas negam veementemente a validade do Inatismo.