Exercícios discursivos sobre estratificação e mobilidade social
10 questões. Resolver no Descomplica
Questão 1
<p style="text-align: justify;">(Interbits 2017) O Brasil, por sua vez, é um país fortemente estratificado: a desigualdade sempre foi a marca da nossa sociedade. Somos um misto de sociedade de “castas” com meritocracia. O indivíduo pode, por esforço e talento próprios, mudar de casta sem reencarnar – mas a posição relativa das “castas” há de ser mantida.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o governo Lula essa estrutura começou a se alterar e, aparentemente, gerou grande mal-estar: os ricos estavam se tornando mais ricos e os pobres, menos pobres. Por seu turno, as camadas médias tradicionais olhavam para a frente e viam os ricos se distanciarem; olhavam para trás e viam os pobres se aproximarem. Sua posição relativa se alterou desfavoravelmente. Se os rendimentos dessas camadas médias não perderam poder de compra medido em bens materiais, perderam-no quando medido em serviços.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;"><strong>HADDAD, Fernando. Vivi na pele o que aprendi nos livros. Um encontro com o patrimonialismo brasileiro. <em>Piauí</em>. Edição 129. Jun 2017. Disponível em: <http://piaui.folha.uol.com.br/materia/vivi-na-pele-o-que-aprendi-nos-livros/> Acesso em 07 jun. 2017.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A partir do trecho acima, responda:</p>
<p style="text-align: justify;">a) O que diferencia a estratificação por classe social da estratificação por castas?</p>
<p style="text-align: justify;">b) Por que o autor considera que o modelo de castas explica melhor a sociedade brasileira que o modelo de classes sociais?</p>Deixe aqui sua resposta.
Questão 2
(Uema 2014) Leia o texto abaixo.
Um dos conceitos mais importantes da sociologia, o papel social, tem muito a ver com a fuga dos jovens do Facebook. A teoria diz que nunca somos os mesmos o tempo todo: para cada função na sociedade (pai, filho, aluno, professor, profissional, etc.) temos um papel social – que seria, grosso modo, como nos comportamos em cada uma destas situações. Porém, nem sempre dá para alguém cumprir dois papéis sociais ao mesmo tempo. É este o dilema enfrentado no Facebook.
No geral, os jovens gostariam de esconder muitas das coisas que pensam e fazem. Só que, dado o sucesso do Facebook, muitos pais e demais parentes estão lá.
SALLES, Ygor. “Análise: adolescentes veem o Facebook como adulto encara o Linkedin.” In: FOLHA DE SÃO PAULO. Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/tec/2013/11/1372134>. Acesso em: 18 nov. 2013.
Com base no fragmento, explique, sociologicamente, a relação entre papéis e status sociais na sociedade contemporânea.Envie sua resposta!
Questão 3
(Ufpr 2012) “Num grande número de investigações sobre estratificação se reconhece não somente uma escala de status individuais, mas, também, a existência objetiva, hierarquizada, de uma série de categorias sociais mais ou menos homogêneas. Os indivíduos que integram essas categorias possuem em comum certos índices da estratificação, ou indicadores da posição social. Essas categorias ou agrupamentos são chamados estratos ou camadas.”
(STAVENHAGEN, R. Classes Sociais e Estratificação Social. In: FORACHI, M. M.; MARTINS, J. S. Sociologia e Sociedade: Leituras de Introdução à Sociologia. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1977. p. 283.)
Cite três indicadores de status e justifique por que podemos dizer que eles são responsáveis pela diferenciação social.Envie sua resposta!
Questão 4
(Ufpr 2008) Uma forma de considerar os lugares sociais diferenciados que os indivíduos ocupam numa sociedade determinada constitui aquilo que se denomina, na teoria sociológica, de estratificação social. Cite e comente três critérios que podem ser levados em conta para estratificar a população brasileira.
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Questão 5
(Interbits 2012) A mesma coisa serve pro caso de um homem inferior a mim vir falar comigo. Sei lá, alguém que esteja começando, um estagiário, por exemplo. [...] Se estiver bem vestido, dentro dos mínimos padrões de exigência, cabelo bem cortado, bom hálito, não bebe muito, não fuma (tenho horror a cigarro), aí já dá pra começar a conversar. Se ele passou no quesito visual, o resto vai ficar bem mais fácil. Tem que ver também se ele tem um pouco de cultura, se vai pelo menos uma ou duas vezes por mês ao cinema. Não pode ser muito também. Detesto intelectual que te leva ao cinema três vezes por semana e depois pra beber chope e ficar comentando o filme. [...] É mais a elegância que conta, o charme, aquela coisa de saber falar aquilo que eu gosto de ouvir. Aquele cara que entra no lugar onde você está e só falta aparecer escrito na testa dele: "The Boss".
SANT’ANNA, André. Questão Estética. Disponível em: <http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/revistas_link.cfm?edicao_id=269&Artigo_ID=4218&IDCategoria=4785&reftype=2>. Acesso em 25/05/2012.
a) Comente o texto acima, utilizando os conceitos de capital cultural e de capital econômico.
b) Há, na fala da narradora, alguma intenção de ascensão social? Justifique a resposta.Envie sua resposta!
Questão 6
Observe o gráfico a seguir, elaborado com base em dados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que, em uma escala de 0 a 10, mede aprovação e desempenho escolar nas avaliações nacionais. O valor de referência considerado adequado é 6,0.

O sociólogo Pierre Bourdieu sugeriu que, nas sociedades divididas em classes sociais, a escola contribui para a reprodução das desigualdades sociais. Isso acontece porque, nessas sociedades, além da desigualdade de base econômica, há mecanismos que promovem o acesso e a distribuição desiguais daquilo que ele denominou capital cultural.
Caracterize o conceito de capital cultural elaborado por Pierre Bourdieu e utilize-o para explicar a dimensão cultural da relação entre segregação residencial e resultados educacionais apontada no gráfico.Envie sua resposta.
Questão 7
(Uema 2016) Analise a charge a seguir. Explique o problema social refletido na cena, bastante recorrente na sociedade brasileira.

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Questão 8
<p style="text-align: justify;">(Uema 2015) Leia os fragmentos abaixo para embasar sua resposta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>I.</strong>“A desigualdade social não é a causadora do crime em si, mas o fato é que pessoas mais carentes, ou com pouco estudo, tendem a cometer crimes menos complexos como o roubo e furto, além de pequenos tráficos. Enquanto pessoas mais estudadas e com maiores recursos tendem a cometer delitos mais elaborados como o estelionato (golpes), crimes tributários, desvios de recursos e crimes de colarinho branco, os quais são mais difíceis de provar”</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: Disponível em: <http://www.conjur.com.br/2011-abr-21/crime-questao-oportunidade-carater-risco-consequencia> Acesso em: 20 set. 2014.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>II.</strong>“(...) Sabe-se, no entanto, que em todos os lugares a prisão não reeduca ninguém e se converte, na realidade, em uma escola de criminosos. O que explica então que uma instituição tão obviamente ‘fracassada’ na sua justificativa e finalidade possa ter tido tanto ‘sucesso’ como fórmula universal nos seus quase 200 anos de aplicação geral em todo mundo?</p>
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<p style="text-align: justify;"><strong>III.</strong>(...) Para Foucault, a função real da prisão, nunca assumida, é a de criar o ‘delinquente’ de forma arbitrária de tal modo que apenas as classes inferiores sejam percebidas como ‘classes potencialmente criminosas ou perigosas’”.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: SOUZA, Jessé. <em>A ralé brasileira</em>: quem é e como vive. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Considerando os fragmentos, explique a relação entre desigualdade social e crime no Brasil.</p>Deixe aqui sua resposta.
Questão 9
<p style="text-align: justify;">(Interbits 2014) Por aqui, não nos satisfazemos em contratar serviços que não queremos fazer, como lavar, passar, enxugar o chão, lavar a privada, pintar as unhas ou trocar a fralda e dar banho em nossos filhos: aproveitamos até a última ponta o gosto de dizer “estou te pagando e enquanto estou pagando eu mando e você obedece”. Para que chamar a atenção do garçom com discrição se eu posso fazer um escarcéu se pedi batata-fria e ele me entregou mandioca frita? Ao lembrá-lo de que é ele quem serve, me lembro, e lembro a todos, que estudei e trabalhei para sentar em uma mesa de restaurante e, portanto, MEREÇO ser servido. Não é só uma prestação de serviço: é um teatro sobre posições de domínio. Pobre o país cujo diploma serve, na maioria dos casos, para corroborar estas posições.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses exemplos mostram que, por aqui, pobre pode até ocupar espaços cativos da elite (não sem nossos protestos), mas nosso diploma e nosso senso de distinção nos autorizam a galhofa: “lembre-se, você não é um de nós”. Triste que este discurso tenha sido absorvido por quem deveria ter como missão a detonação, pela base e pela educação, dos resquícios de uma tragédia histórica construída com o caldo da ignorância, do privilégio e da exclusão.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>PICHONELLI, Matheus. ‘O empregado tem carro e anda de avião. Estudei pra quê?’ <em>Carta Capital. </em>07 fev. 2014. Adaptado. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-empregada-ja-tem-carro-e-eu-estudei-pra-que-5156.html> Acesso em 08 fev. 2014.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Com base nos seus estudos sobre sociologia, responda: em determinados contextos, pode existir alguma relação entre educação e exclusão social? Justifique sua resposta utilizando algum autor da sociologia.</p>Deixe aqui sua resposta.
Questão 10
Sabemos que, entre as formas de desigualdade social, a desigualdade de gênero afeta as mulheres em maior ou menor grau em todo o mundo contemporâneo. O gráfico mostra a participação de homens e mulheres no mercado de trabalho em 12 países. Que fatores influenciam nessa diferença de tratamento dado às mulheres no mercado de trabalho?

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