Aprofundamento - Período Helenista

5 questões. Resolver no Descomplica

  1. Questão 1

    Sobre a ética na Antiguidade, é CORRETO afirmar que

    1. o ideal ético perseguido pelo estoicismo era um estado de plena serenidade para lidar com os sobressaltos da existência.

    2. os sofistas afirmavam a normatização e verdades universalmente válidas.

    3. Platão, na direção socrática, defendeu a necessidade de purificação da alma para se alcançar a ideia de bem.

    4. Sócrates repercutiu a ideia de uma ética intimista voltada para o bem individual, que, ao ser exercida, se espargiria por todos os homens.

  2. Questão 2

    “Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentarlhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade. Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver. É tolo, portanto, quem diz ter medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque o aflige a própria espera.”
    <p style="text-align: right;"><strong>(Epicuro, Carta sobre a felicidade [a Meneceu]. S&atilde;o Paulo: ed. Unesp, 2002, p. 27. In: COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia. SP: Saraiva, 2006, p. 97).&nbsp;</strong></p>
    &nbsp;
    A partir do trecho citado, é correto afirmar que:
    (01) A morte, por ser um estado de ausência de sensação, não é nem boa, nem má.
    (02) A vida deve ser considerada em função da morte certa.
    (04) O tolo não espera a morte, mas vive apoiado nas suas sensações e nos seus prazeres.
    (08) A certeza da morte torna a vida terrível.
    (16) A espera da morte é um sofrimento tolo para aquele que a espera.
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  3. Questão 3

    (UEM, 2008) O Período Helenístico inicia-se com a conquista macedônica das cidades-Estado gregas. As correntes filosóficas desse período surgem como tentativas de remediar os sofrimentos da condição humana individual: o epicurismo ensinando que o prazer é o sentido da vida; o estoicismo instruindo a suportar com a mesma firmeza de caráter os acontecimentos bons ou maus; o ceticismo de Pirro orientando a suspender os julgamentos sobre os fenômenos. Sobre essas correntes filosóficas, assinale o que for correto.
    (01) Os estoicos, acreditando na ideia de um cosmo harmonioso governado por uma razão universal, afirmaram que virtuoso e feliz é o homem que vive de acordo com a natureza e a razão.
    (02) Conforme a moral estoica, nossos juízos e paixões dependem de nós, e a importância das coisas provém da opinião que delas temos.
    (04) Para o epicurismo, a felicidade é o prazer, mas o verdadeiro prazer é aquele proporcionado pela ausência de sofrimentos do corpo e de perturbações da alma.
    (08) Para Epicuro, não se deve temer a morte, porque nada é para nós enquanto vivemos e, quando ela nos sobrevém, somos nós que deixamos de ser.
    (16) O ceticismo de Pirro sustentou que, porque todas as opiniões são igualmente válidas e nossas sensações não são verdadeiras nem falsas, nada se deve afirmar com certeza absoluta, e da suspensão do juízo advém a paz e a tranquilidade da alma.
    Soma: ( )

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  4. Questão 4

    Nas suas Meditações, o filósofo estoico Marco Aurélio escreveu:
    “Na vida de um homem, sua duração é um ponto, sua essência, um fluxo, seus sentidos, um turbilhão, todo o seu corpo, algo pronto a apodrecer, sua alma, inquietude, seu destino, obscuro, e sua fama, duvidosa. Em resumo, tudo o que é relativo ao corpo é como o fluxo de um rio, e, quanto á alma, sonhos e fluidos, a vida é uma luta, uma breve estadia numa terra estranha, e a reputação, esquecimento. O que pode, portanto, ter o poder de guiar nossos passos? Somente uma única coisa: a Filosofia. Ela consiste em abster-nos de contrariar e ofender o espírito divino que habita em nós, em transcender o prazer e a dor, não fazer nada sem propósito, evitar a falsidade e a dissimulação, não depender das ações dos outros, aceitar o que acontece, pois tudo provém de uma mesma fonte e, sobretudo, aguardar a morte com calma e resignação, pois ela nada mais é que a dissolução dos elementos pelos quais são formados todos os seres vivos. Se não há nada de terrível para esses elementos em sua contínua transformação, por que, então, temer as mudanças e a dissolução do todo?”
    <br>
    Considere as seguintes afirmativas sobre esse texto:
    I. Marco Aurélio nos diz que a morte é um grande mal.
    II. Segundo Marco Aurélio, devemos buscar a fama, a riqueza e o prazer.
    III. Segundo Marco Aurélio, conseguindo fama, podemos transcender a finitude da vida humana.
    IV. Para Marco Aurélio, a filosofia é valiosa porque nos permite compreender que a morte é parte de um processo da natureza e assim evita que nos angustiemos por ela.
    V. Para Marco Aurélio, só a fé em Deus e em Cristo pode libertar o homem do temor da morte.
    VI. Para Marco Aurélio, o homem participa de uma realidade divina.
    <br>
    Assinale a alternativa correta.

    1. Somente as afirmativas I e V estão corretas.

    2. Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.

    3. Somente as afirmativas IV e VI estão corretas.

    4. Todas as afirmativas estão corretas.

    5. Somente a afirmativa IV está correta.

  5. Questão 5

    Os deuses de fato existem e é evidente o conhecimento que temos deles; já a imagem que deles faz a maioria das pessoas, essa não existe: as pessoas não costumam preservar a noção que têm dos deuses. Ímpio não é quem rejeita os deuses em que a maioria crê, mas sim quem atribui aos deuses os falsos juízos dessa maioria. Com efeito, os juízos do povo a respeito dos deuses não se baseiam em noções inatas, mas em opiniões falsas. Daí a crença de que eles causam os maiores malefícios aos maus e os maiores benefícios aos bons. Irmanados pelas suas próprias virtudes, eles só aceitam a convivência com os seus semelhantes e consideram estranho tudo que seja diferente deles.
    <p style="text-align: right;"><strong>EPICURO. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). Trad. de A. Lorencini e E. del Carratore. S&atilde;o Paulo: Editora da UNESP, 2002. p. 25-27.&nbsp;</strong></p>
    Com base na leitura desse trecho e considerando outros elementos contidos na obra citada, explique em que medida a representação que se faz dos deuses influência na busca da felicidade.

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